Segunda-feira


Semana passada escrevi para minha professora de história do jornalismo espanhol. Queria dividir com ela a alegria da revogação da Lei de Imprensa de 1967!

(Quis que o Brasil parecesse uma terra boa e com algum futuro; não contei sobre o toque de recolher em cidades do interior para menores, não citei a lei antifumo do José Serra e muito menos comentei a repercussão que se vê hoje de revogação da lei de imprensa - pessoas com mais de dois neurônios lamentando o ocorrido e parabenizando a iniciativa do Congresso de aprovar uma nova legislação. Pior, gente da própria imprensa!).

Mas hoje ela me respondeu. Disse que se lembrava de mim. Pediu licença para perguntar sobre minha vida aqui e quis saber se eu havia seguido a carreira acadêmica, como em um momento me ocorreu lá na Espanha. Ela se lembrava disso.

Depois disse que se lembrava muito de mim. E que quando lêem textos do Larra, um jornalista/cronista espanhol do século XIX, "me acuerdo de ti y de tus lúcidos e inteligentes comentarios sobre Larra, siempre". E que se lembra da devoção com que eu tocava e cheirava os jornais do século XIX que pudemos tocar durante uma visita à hemeroteca de Madrid.

Eu não tive coragem de responder o e-mail ainda.

Ali parecia que eu ia dar certo.

Onde foi que a porca torceu o rabo, hein?

postado por: guilherme Segunda-feira, Maio 04, 2009
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