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Domingo
A gente fica quietinho e começa a pensar.
Idéia para instalação:
Uma banheira redonda. O fundo ogival. Branco de um branco brilhante, sintético, liso, perfeito. Nenhuma irregularidade e nenhum escoadouro.
Dentro, o homem nu.
Os braços conseguem se pendurar nas bordas, mas não com conforto. A idéia é que os pés fiquem quase presos no fundo estreito, a cabeça encostada nas paredes, a posição desconfortável de estar quase de pé sem conseguir deitar e sem conseguir apoiar o peso nos pés ou nos joelhos.
Ele come e bebe fartamente. Carnes, vinhos, frutas. Tudo excessivo, tudo cheiroso. Come sem talheres, come com as mãos o que lhe dão os que o visitam.
Nu, sem ter como sair, o homem defeca e mija. E tudo escorre pelas paredes e empoça no fundo. Ele não tem como se lavar. A dieta não inclui alimentos secos que possam servir como guardanapos, nem líquidos puros o bastante para servir de água.
Quinze dias bastam. Ou o tempo suficiente para os pés ficarem completamente submersos nos dejetos.
A graça é continuar dando comida e bebida. Porque você usa máscaras para se proteger da fedentina. Mas ele não. E continuará comendo e defecando.
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Idéia para destino
África. Acabei convencido. Urge.
Mas a Moldávia ainda bate aqui. O norte da Argentina pulsa. A Islândia se transforma.
Quase dá para entender o tédio do bem estar social - embora a madrugada não seja o exemplo de bem estar do trabalhador.
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Idéia para livro
A vida dela, pintada com cores mais fortes e contada à minha maneira. É maior e mais intenso que todas as histórias que já ouvi.
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Mesmo quando o cuco canta alto, dá para ouvir o mecanismo que move os foles e as molas e os badalos.
Não adianta. O pé vai continuar na merda.
postado por: guilherme Domingo, Abril 26, 2009
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
Aí um dia o céu amanheceu nublado e tudo parecia inútil.
Tirou o sapato, pôs a bermuda e desceu no Pará. Foi ver inundação. Mas não era isso.
No rádio, a Moldávia. Era ali. O povo perdido em meio a duas dominações tentando decidir se afinal era mais russo ou mais romeno.
Ali estava o tesão, ali estava o acontecimento.
"quando anoitece, é festa no outro apartamento".
O tempo é curto, precisamos correr. Foi estudar cinema em Cuba. Precisava saber tudo. Aprendeu romeno. Arranhava o russo. O moldavo seria bobagem.
Pegou o avião e foi. Bucareste. Depois, ônibus.
Trabalhou na rádio da Europa Livre, para ganhar o pão. Com o dinheiro da Mega-Sena comprou equipamentos e economizou para o futuro. E traçou em 90 minutos a história do país. Da Bessarábia.
O mundo tá fervendo. Mas o que importa não está aqui.
Vamos al futuro. ¿subes?
Subiria sem piscar.
postado por: guilherme Quarta-feira, Abril 15, 2009
Palpites pelo mundo:
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De Mel
Mind the Gap
Em Preto e Branco
Torre de Papel
Poluição d'Idéias
suco
Tabacaria
La vie en rose
Retalhos do Mosaico
Atual
Arquivo
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