Sexta-feira

E se de repente tudo o que foi anotado nos últimos 30 dias desaparecesse?

O Yahoo se encarregou de fazer isso com meus e-mails enviados desde o dia 24 de setembro. De 24 de setembro a 24 de outubro até as 18h não sobrou nenhuma mensagem para contar história.

A última vez que isso me aconteceu foi há muitos anos, com meu velho hotmail. Ali havia boas mensagens muito pessoais, que eu procurava manter como testemunho de um tempo que já não existiria. Pois foram-se. Na hora deu até vontade de chorar (mas não chorei, arrá), e depois passou e esqueci tudo. Certamente eram besteiras de criança.

Mas sabe que hoje fiquei injuriado com esse negócio. Eram centenas de mensagens destes últimos 30 dias, muitas diziam respeito a questões sérias, profissionais, notas fiscais, números de conta, prazos, horários, diversos detalhes. E tudo se perdeu.

Não acho que seja nada irrecuperável. E também duvido que fosse reler tudo aquilo daqui a alguns anos. Se tivessem apagado mensagens aleatórias dos últimos 3 anos também não teria percebido. Mas todo esse último mês, é sacanagem.

Mesmo porque em alguns desses e-mails eu gostava de caçar pelo em ovo.

postado por: guilherme Sexta-feira, Outubro 24, 2008
Palpites pelo mundo:



Quarta-feira

É engraçado como mesmo a pessoal mais racional do mundo (sim, sim, assim me considero) pode ser completamente torcida por um mergulho mais ou menos intenso em emoções.

Adoro esse estadinho de quase ebriedade:

Ven
que en esta soledad
no puede más el alma mia...
Ven, y apiadate de mi dolor,
que estoy cansado de llorar,
de sufrir y esperar
y de hablar siempre a solas
con mi corazón.
Ven, que te quiero tanto
que si no vienes hoy
voy a quedar ahogado en llanto...
No, no puede ser que siga asi,
con este amor clavado en mi
como una maldición.

Só preciso cuidado pra não tomar um porre.

postado por: guilherme Quarta-feira, Outubro 15, 2008
Palpites pelo mundo:



Domingo

Só lamento uma coisa: ter perdido a sensação de primeira vez.

O Janer Cristaldo já escreveu sobre isso (e, frise-se, me fez sonhar com muita coisa ao descrever o som do gelo se quebrando debaixo do navio quebra-gelo sueco) e foi uma coisa que nunca me saiu da cabeça.

Mas falo isso me referindo à Inezita. Hoje, sábado, fui à casa dela, ficamos só os dois vendo fotos, lendo recortes antigos de jornal, lembrando letras de algumas músicas. E depois partimos para o Star City, para mandar ver uma feijoadinha. Temos uma intimidade antes impensada. Aliás, tenho com ela uma intimidade incrível, dividi umas angústias boas hoje. Contei o que costumo contar aos meus amigos (omitindo, claro, os detalhes que poderiam deixá-la mais chocada com essa juventude transviada) com uma naturalidade incrível. E ela não me encarou nem como neto, nem como moleque. Falamos de igual para igual.

Sim, isso é muito legal.

Mas agora quando vou a um show as minhas pernas não tremem, eu não choro, não fico sem voz.

Só me arrepio inteiro.

postado por: guilherme Domingo, Outubro 12, 2008
Palpites pelo mundo:





De Mel
Mind the Gap
Em Preto e Branco
Torre de Papel
Poluição d'Idéias
suco
Tabacaria
La vie en rose
Retalhos do Mosaico




Atual
Arquivo