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Segunda-feira
Em uma fila de São Paulo, passada a 1h da manhã, encontramos um português.
E dessa vez não era eu que estava com a sanha puxadora de assunto, mas o amigo que me acompanhava. Um par de perguntas depois, começa uma conversa sobre diferenças culturais e outras coisas que sempre se perguntam quando se conhece um estrangeiro - ou se respondem quando você é que está viajando!
Rapidamente chegamos à questão imobiliária em São Paulo, e o português falou que havia encontrado um apartamento onde ia viver por um ano, enquanto estudava economia na FEA.
Lamentei, claro, porque havia perdido a oportunidade de arrumar um colega para ocupar o outro quarto do meu apartamento, já que o atual flatmate vai sair daqui no dia primeiro de setembro. E pedi que ele me indicasse algum colega estrangeiro que estivesse ainda à cata de um canto para viver.
Mas os astros conspiravam. Como ele não estava muito satisfeito com a idéia de morar com aqueles colegas, ficou logo animado e eu e meu amigo fizemos uma descrição detalhada dos cômodos deste apartamento. Anotou meus dados e prometeu entrar em contato.
Passou quase uma semana e o tal português não entrou em contato.
Mas na sexta passada eu estava indo à aula de francês quando escuto meu nome gritado na Cardeal Arcoverde. Era ele. Havia perdido o celular com todos os meus dados e estava maquinando uma maneira de conseguir me encontrar de novo - o plano era ir mais uma vez à mesma fila. Não foi preciso.
Mais uma vez ele anotou meus dados. No domingo, ontem, veio aqui conhecer o apartamento e adorou. Como é muito simpático e estrangeiro, do jeito que eu queria, topou alugar o quarto e eu topei dividir o apartamento.
O debut já foi ontem, em um bom jantar com amigos variados.
Aliás, um fim de semana intenso com amigos variados. Desde sexta até ontem à noite, uma curtição só...
E os próximos momentos de lazer prometem.
postado por: guilherme Segunda-feira, Agosto 18, 2008
Palpites pelo mundo:
Sábado
O cigarro, esse companheiro...
Bebendo um uísque e fumando, me vem à mente o verdadeiro sentido do cilindro de tabaco e papel. É como se ao fumante faltasse algo à boca para ser completa. O uísque preenche, irrita mucosas, ralenta o movimento, o pensamento - a Elis, bêbada, certamente adicionava a pitada de coca ao uísque para poder cantar tão rápido como o faz agora ali no rádio.
E então o gesto quase automático puxa o cigarro, filtro amarelo, 10 mg de nicotina, do cinzeiro e os pulmões ávidos puxam o ar através do filtro, esse sexo protegido desse maldito fin-de-siècle, uma tragada funda, gostosa, intensa ------ mas vazia.
E por isso a uma tragada segue-se outra e outra. É preciso repetir. Lembra a sensação de criança pela primeira vez em cinema três D, os óculos ridículos e a mão, quase involuntária, tentando apanhar passarinhos ilusórios ali bem na frente.
O cigarro é o intangível. E ao mesmo tempo tão possível. Dois e noventa, nas melhores padarias.
postado por: guilherme Sábado, Agosto 02, 2008
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Impressionante. Descubro que meses depois meus 5 leitores continuam olhando esta bitácora! E todo mundo vendo sempre o post sobre os gatos de Istambul.
Hoje eu comentava como faz falta gente inteligente neste mundo. Fico estarrecido ao entrar em contato com pessoas como o Neschling. Tive de entrevistá-lo para um frila que estou fazendo, e o cara é simplesmente genial, de uma velocidade e uma clareza de raciocínio assustadoras.
Da mesma maneira o Zé Celso. Que homem. Completamente amalucado, e tão genial no seu discurso amalucado que dá vergonha até se enxergar como ser pensante ao lado dele.
O que me lembrou já as entrevistas que fiz para o documentário d'Ela com o Paulo Vanzolini e com o Renato Consorte. Aliás, o Zé Celso é da geração posterior à deles no XI de Agosto. Deve ter alguma coisa naquele centro acadêmico.
Ou, melhor, devia haver. Estar com gente inteligente fora dos limites do imaginável é dúbio: ao mesmo tempo em que te faz sentir uma ameba, te dá a sensação de que aqueles poucos minutos de convivência são suficientes para que o seu próprio raciocínio ganhe algum estímulo. Deixa a companhia do interlocutor se sentindo maior, mais crescido. Gosto de gente cuja companhia faz crescer.
Preciso morar com alguém de inteligência alucinante. E, por favor, nenhum gênio introspectivo - luz, ar, ventiladores!
postado por: guilherme Sexta-feira, Agosto 01, 2008
Palpites pelo mundo:
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De Mel
Mind the Gap
Em Preto e Branco
Torre de Papel
Poluição d'Idéias
suco
Tabacaria
La vie en rose
Retalhos do Mosaico
Atual
Arquivo
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