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Sexta-feira
Nossa, é tristíssimo se sentir um pouco chato e desinteressante com tanta freqüência. De repente parece que eu nem tenho assunto - e não estou falando desse blog, ora, por favor.
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Ontem foi festa junina. Mas eu saí cedo, por coisas dessas que acontecem. Olha aí, o segundo ano seguido que eu não curto uma festa junina decentemente. Que saco! E é a minha comemoração favorita!
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Entrevistamos o irmão Dela, o sobrinho Dela e uma amiga Dela. E hoje foi a vez do Daniel.
Querem saber? Tive uma simpatia enorme pelo cuecaman.
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Chega. Não tem assunto e quer escrever? Bah! Sorte sua que os amigos têm paciência.
postado por: guilherme Sexta-feira, Junho 29, 2007
Palpites pelo mundo:
Sábado
Acabou-se um período folclórico da minha família. Explico:
há mais ou menos um ano, o freezer de casa quebrou. Brake. Seria uma coisa normal, não fosse porque há alguns 6 ou 7 anos resolvemos que ter uma geladeira com congelador e um freezer era uma redundência das maiores; compramos, assim, uma geladeira inovadora chamada All Refrigerator. 350 litros de pura geladeira, sem nem uma portinha ou compartimentozinho para fazer gelo.
Volto: o freezer pifou e ficamos com o All Refrigerator. Ou seja, nada de gelo, nem de congelados. Nada de chickenitos, hamburguinhos e outras coisas nojentas que habitam maioria dos freezeres e congeladores. Mas, igualmente, nada de sorvete, nada de uma vodka bem gelada, nada de congelar os restos de festinhas ou fazer uma compra grande de bacalhau ou carne e congelar pra depois.
Vivíamos bem até ontem. Ontem chegou o novo refrigerador, duplex, frost free, um escândalo. E já transferimos todos os alimentos pro novo refrigerador, que parece de propaganda de margarina.
Break. E daí?, perguntarão os dois leitores que ainda resistem às inutilidades dessa tribuna. Ora, daí o seguinte: desde que o freezer quebrou, ele ficou só enfeitando a cozinha. Até abril agora, quando meus pais resolveram fazer uma reforminha e ocupar o espaço antes reservado ao freezer com um armário para os pratos e alguns dos inúmeros e freqüentemente inúteis eletrodomésticos de nome estranho (mixer, billy, braun, multiprocessadora, liqüidificador, batedoura, etc). O freezer, que já não cabia, foi habitar a sala, quebrado.
Qual é o destino da geladeira? Ora, o primeiro e mais óbvio é a sala, ao lado do freezer. E daí pra rua. Mas, não! Break de novo!
Quem tem me visto e falado comigo mais profundamente desde pouco antes da minha volta da Espanha sabe que eu tenho o plano de ainda nesse ano deixar esse confortável lar no tranqüilíssimo e distantíssimo Glorioso. Uma das coisas mais importantes para se levar para uma nova casa, além do quarto inteiro com porteira fechada, é uma geladeira. Como conceber que uma geladeira boa (e econômica, uma vez que não tem congelador) seja vendida ou doada meses antes da concretização do meu plano?
Tudo isso pra explicar que nunca se falou tanto sobre a minha iminente mudança como nessas últimas vinte e quatro horas.
E aí? Vai ou racha.
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Ontem resolvi por fim arrumar um pouco o meu quarto. Foi uma delícia passar umas três ou quatro horas ouvindo meus discos favoritos (Maysa, Fino da Fossa, Piaf, Bibi Ferreira cantando Piaf) e organizando, pela primeira vez, os meus livros segundo temas: teatro, poesia, contos (muitos contos, senhor!), biografias (um monte delas), romance estrangeiro, romance brasileiro, reportagem, artigos, teoria de jornalismo, referências em português e em outras línguas.
Que gosto e que vontade de ler tanta coisa inédita e de revisitar os já transados.
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Hoje à noite tem show da Deusa, em Pirapora do Bom Jesus. Às 21h30. E estamos num momento delicado do nosso documentário - precisamos fazer um monte de gravações a toque de caixa, certamente deixaremos alguns entrevistados de fora (o que me frustra) e o principal gargalo, o motivo da minha súbita (!) queda de cabelos - parece que Ela não está muito a fim de colaborar. Pelo menos ontem não estava. Pelo menos já nos disseram que Ela é de lua, e quem sabe com uma forcinha dos outros entrevistados (filha, irmão, sobrinho, amigos) ela não cede...
*** (essas estrelinhas são para inglês ver)
Temos que tomar muito cuidado com a bebida. Ela pode nos transformar em pessoas muito difíceis, ou pode nos levar a um caixão aos 44 anos. Mamãe foi no enterro de um primo dela na quinta-feira. Cirrose. Claro que ele tinha tido hepatite, e o único que fez foi desobedecer as recomendações médicas de não beber nada nunca. Acontece!
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China, Rio de Janeiro, Paris... todo mundo vai.
postado por: guilherme Sábado, Junho 23, 2007
Palpites pelo mundo:
Quinta-feira
Tanta coisa acontece, tanta. Tanto ciúme, tanta desdita, alguns bares, profundas conversas, sessões carregadíssimas com a minha confidente profissional...
Ai, Marina, canta!!!
Eu mereço um lugar ao sol
Mereço ganhar prá ser
Carente profissional
Carente...
Ok, passou. Divirtam-se:
21/06/2007 - 17h36
Erramos: Veja receitas dos pratos que serão servidos ao papa Bento 16
Publicidade
da Folha Online
Faltava um ingrediente na receita do pão de nozes informada em Veja receitas dos pratos que serão servidos ao papa Bento 16 (18/04/2007 - 02h34). Além dos ingredientes secos, a receita leva 1 litro de água.
Ou entre no link diretamente: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u306239.shtml
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Já tomou seu whisky hoje?
postado por: guilherme Quinta-feira, Junho 21, 2007
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
Mais um fim de semana de intensas emoções e poucas memórias. Tem sido assim ultimamente, e é esse o único motivo por que me preocupo com o meu whisky de cada dia.
Sexta foi reunião do grupo de documentário - num bar -, e parte do grupo prolongou a noite com cerveja, brócolis e amendoim-nojento-bolinha-branca. No meio do devaneio quase alcoólico (que se não for de whisky eu nem considero o porre alcoólico) começou um assunto bacana sobre psicólogo, sobre ego, sobre um monte de coisa.
E vamos lá que eu e você e quase todo mundo tem a maldita mania de achar que vive dentro de um romance. Pior, que é o protagonista do seu próprio romance, esse livro que tem na capa o seu nome. E acho que é por isso que temos medo de morrer - deixar o livro por terminar -, ou de fazer alguma coisa da qual nos arrependamos. Não dá pra apagar as páginas desse livro já escritas.
Quer piorar? Então pense que o seu livro precisa ser um sucesso. Claro, não quer que seja uma coletânea chocha de acontecimentos rotineiros tão empolgantes quanto os manuais de vida cristã do século XIX - "Castidade, Deus quer e você consegue". Precisa ser um best seller, um suspense. E quando não é? Nossa, que angústia, que frustração; a maldita sensação de que se está fazendo alguma coisa errada e, pior ainda, que isso pode estragar os próximos capítulos desse livro em que só você brilha, e brilha absoluto.
Chega, chega desse jogo cruel. Queime, livro! Vá pro mesmo balaio de Deus, do Estado, da Família.
Só dá medo de um dia acordar e não ter mais nem lágrimas pra chorar - ter o universo inteiro se transformado em pó.
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Acreditam que de repente aquele volume todo de trabalho amenizou-se de tal maneira que eu estou conseguindo responder todos os e-mails atrasados? Impressionante.
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Dentre os e-mails, destaco um. Todo mundo deve saber que eu dava aulas de português lá na Espanha para, entre muitos outros, um menino lindo de quatro anos de idade.
Não preciso repetir que o menino me lembrava muito o que eu era de criança - todo mundo já sabe que eu sou egocêntrico, como todo bom autor de autobiografias carregadas de excessos. Aliás, se nem um texto formal eu consigo escrever sem usar as notas todas em sustenido, que dirá uma autobiografia em que eu carrego nas tintas quando eu vivo e quando eu narro! Rá!
Volto ao menino. A mãe dele me mandou um e-mail no domingo, contando algumas novidades. Vou destacar aqui o que me impressionou e encheu meus olhos de água: primeiro que ela disse que sente saudades de mim, que eu sabia lidar muito bem com o Diego. Depois que ele perguntava de mim sempre para a nova professora de português - é como se nós obrigatòriamente nos conhecêssemos por sermos ambos brasileiros professores de português do Diego.
E depois contou que quando ele vê as fotos do museu do trem ele comenta que lá ele foi com o professor; quando anda pela Gran Vía, perto da sorveteria onde tomamos sorvete nesse dia, ele lembra que passou lá comigo.
Eu fiquei muito muito emocionado. Ainda não consegui responder esse e-mail, mas é o que tirou o fôlego nos últimos dias. Ele disse, no dia em que nos despedimos, que eu voltaria para lá um dia. E a mãe perguntou quando. "2008". Depois a mãe me confidenciou que o menino é meio bidu, que diz umas certas coisas aparentemente sem sentido e que acabam se revelando verdades.
Será? 2008 lá vou eu?
O que importa é que no e-mail a mãe repete que ele continua dizendo que eu volto em 2008, mas com uma diferença. Ele sugere ir ao aeroporto me receber e fazer alguma coisinha especial pra mim.
Quero morrer.
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Quanto ao esquecimento. Às vezes tenho ótimas conversas com pessoas em festas e reuniões de amigos. O domingo foi um dia desses, estive em três eventos diferentes, e bebi um pouquinho em cada um deles. No da tarde até aquele cigarro que passarinho não fuma eu andei pitando. O problema, pra mim, é que eu esqueço a maioria dos bons diálogos.
E estou ficando com uma vontade de ficar sozinho e em silêncio que vocês nem acreditam. Só pensando.
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Hoje quase tive um siricotico no ponto de ônibus. Primeiro que estava um vento gelado dos demônios ali no final da Francisco Morato. E todos os dias tem um cheiro insuportável de motores de ônibus e de carros. Aquele é o pedacinho mais enlouquecedor da cidade, eu acho. Consegue ser pior que as sete faixas da marginal Pinheiros ao lado do muro da USP, acho que porque na marginal você está obrigatòriamente dentro de um veículo, e naquele pedacinho de rua eu estou sempre a pé.
E tentando pegar um ônibus. Mas os ônibus que vinham vinham lotados. Aquele cheiro. As pessoas gritando, andando, muita gente. Milhares de motocas descendo em direção à cidade, os ônibus parados no ponto lá em cima e as pessoas que não deixam as portas fecharem para o ônibus sair e abrir espaço para o próximo. É dose, é dose.
Eu sempre me pergunto como não há mais homicídios, suicídios, depredações, revoluções... Só pode ser um medo terrível de perder a vida, o emprego, a paciência, a ficha limpa. Não tem nenhuma outra razão. Nada funciona! Nada! Quem vem comigo destruir pontos de ônibus, quebrar vidros de carros com um único passageiro dentro, derrubar motociclistas, desacatar policiais?
Que impere a bandidagem. Parece que é o único jeito.
postado por: guilherme Terça-feira, Junho 19, 2007
Palpites pelo mundo:
Quinta-feira
Toc toc toc.
Puta que pariu, ela não acordou. De novo.
TOC TOC TOC.
A sutileza de um elefante bêbado e drogado numa loja de cristais.
"Entra".
Oi, sou eu.
"Acende a luz".
Então, só queria dizer que você é muito bonita; que tem um sorriso lindo e é muito simpática.
"Ah, obrigado".
Boa noite.
"Boa noite".
História boba e sem graça, que nem terminou com uma puxada de camiseta, uma chamada na chincha; nem um beijo decente de boa noite.
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Ver Inezita Barroso é sempre um prazer. Foi o que eu fiz hoje de manhã e no comecinho da tarde. Não ao vivo, que isso mereceria estouro de champanhotas, mas sim no vídeo, vendo Ela apresentar o Viola em diferentes anos. E cantar. E falar. Ela é mesmo linda, e cada dia gosto mais.
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Estou com um pouquinho de medo de estar virando alcoólatra. E, claro, em alto estilo - praticamente só whisky. Mas é meio triste quando eu vou tendo essa vontade de dar um golinho sempre que um dia vai acabando. E é tanto tempo que a gente perde estando levemente alcoolizado, e tanto dinheiro que se gasta nisso que dá até arrepio. Preciso arranjar um vício menos custoso e que altere menos a minha relação com as atividades do cotidiano. Tá foda, por enquanto.
E cada vez que dou um gole penso na Inezita, na Maysa, na Piaf. Meus ídolos todos bebem ou beberam, em doses cavalares.
E aí eu me identifico, e me moldo. Me flagro muitas vezes imitando os outros. Acho que não tenho lá uma personalidade própria - sou uma collage. Praticamente um experimento de arte vivo.
Será que todo mundo é meio colagem?
Será que dá pra fazer aquele esquema da Pop Art, de colar e depois arrancar... como chamava? Não seria nada mal arrancar uns últimos pedacinhos de papel de cima de mim, umas fotinhos, um comentàriozinho.
Mas não ia dar certo. Afinal, vejam que eu aprendi, se você prega pregos num coração de madeira e depois arranca, os buracos continuarão existindo. A solução é ir colando por cima, por cima, por cima... e ir levando, sem saber bem quem você vai encontrar amanhã cedo quando acordar te olhando no espelho do banheiro.
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Francês. É o novo objetivo. Dia 19 de julho a professora volta de Paris, e eu devo começar então a estudar, finally. Espero que aprenda rápido. Pode entender por fim o que diz uma Piaf é foda. Ou então, quem sabe, poder ir a Paris no ano que vem e conseguir entender o que dizem os outros.
Ih, ir pra Paris significa ter dinheiro economizado. Mas se o dinheiro se volatiliza....
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Decidi: vou tatuar "Gay-Lusac" no meu antebraço.
postado por: guilherme Quinta-feira, Junho 14, 2007
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Nossa, terminei o post de ontem dizendo como o prazer às vezes se esconde nas pequenas coisas. E olha só. Hoje abro a folha online e me deparo com essa imagem aí. Na verdade é uma tragédia, um navio encalhado na Austrália. Quarenta mil toneladas indefesas na areia, sob a vigília do sol e o olhar discreto de um passarinho. Acho que o passarinho debocha da prepotência do navio.
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Falando em pequenos prazeres, ontem foi um dia cheio deles. Ou não é prazer ver a novela junto, ver Linha Direta junto, discutir a janta, procurar a pizza, tomar um café?
Hoje tomei um "café" de duas horas e meia. E o mais impressionante é que eu jurava que só havia passado uns 45 minutos. Preciso conversar mais com as pessoas - faz tempo que estou numa fase mais introspectiva.
Ah, aposto que tem gente rindo. Eu introspectivo. Mas é verdade. Só eu, meu coração e (principalmente) meu fígado sabem o quanto eu ando pensando sozinho e calado.
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Terminei a bendita da matéria pra revista lá da faculdade. É um peso tão grande que sai das costas que me dá vontade de terminar o documentário em uma semana!
Não que não seja um prazer fazer o documentário. Mas é que a preocupação se dissiparia se a gente terminasse tudo e só gozasse as alegrias de ter uma coisa especial terminada - especial porque é sobre a deusa Inezita, porque foi feito com o amor e a dedicação de pessoas que me são muito queridas, porque talvez eu sempre tenha sonhado com fazer um negócio desses... Tanto que me dá vontade de largar o emprego e começar uma série de docs sobre cantores e cantoras caipiras. É cada coisa que se descobre nesse mundo...
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Deus, dizem, está nos detalhes. O diabo também...
postado por: guilherme Sexta-feira, Junho 08, 2007
Palpites pelo mundo:
Quinta-feira
Já levei contínuas broncas por não atualizar o blog.
Algumas das broncas foram de pessoas que gostam de ler aqui alguma que outra bobagem do meu dia-a-dia, e estavam, senhor, sentindo falta delas.
Outras, ou melhor, outra era porque eu não estou dedicando parte do meu tempo a criar, a fazer alguma coisa de que eu gosto, a escrever, a pensar. Realmente, essa minha mania de ser workaholic é terrível e ontem mesmo eu conversei sobre isso no bar. Se existe alguma forma de violência que funciona comigo é o salário. Basta que me paguem um salário, que me confiem uma tarefa e pronto - um misto de medo de decepcionar quem confiou com o sentimento de culpa por receber um salário integral trabalhando menos do que deveria se apodera de mim e eu trabalho. Gosto de estar sempre à frente, sempre compensando. Compensando o quê eu ainda não sei. Mas preciso compensar.
E aí hoje, nesse dia do corpo de cristo, resolvi vir até a firma pra usar os equipamentos e escrever minha matéria pra revista laboratório. Já tinha pensado mil vezes no último mês em como ela seria, como abriria, como seguiriam as coisas, como disponibilizaria a informação. Isso me deixou mais tranqüilo na hora de sentar e fazer. Mas que insegurança, meu senhor. E ainda não está acabada, preciso apurar mais coisas, buscar mais exemplos, melhorar o texto. Uma trabalheira.
Mas isso, meus amigos, é uma vitória. Eu poderia ter me rendido à preguiça feriada e ficar em casa, sozinho - sim, meus pais estão no Rio Grande do Sul aproveitando que tiveram filhos quando ainda eram novos e agora, ainda relativamente jovens, podem viajar despreocupados - vendo televisão, lendo alguma coisinha ou dormindo de patas pro ar no sofá. Em vez, enfrentei minha matéria sobre os rendimentos dos deputados. É interessante. Espero que termine interessante e que seja aprovada na revista laboratório. Se não for, booom.
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Tour alcoólico. Faz muito tempo que eu ando bebericando meu whisky todos os dias à noite - ora só um martelinho, ora boas cinco doses. Ai, se ainda eu tivesse uma ressaca das brabas alguma vez na vida, pelo menos aprendia.
E meus pais demonstraram que confiam integralmente em mim ao me presentearem com uma garrafinha de whisky de bolso, daquelas de inox. Adoro inox, aliás.
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No sábado passado fui a uma festa a fantasia lá em Pirituba - o bairro do século XXIV, oxalá! Não dancei como dançara nessa festa dançante do último post, da sexta-feira anterior. Eu me esqueci de que não podia subir tanto os padrões de exigência, e que a seleção musical daquela festa da sexta era uma exceção. Ok, não me culpem por não gostar de axé, de black music, de funk carioca. Eu me diverti muito, mas não dancei descontroladamente e com os olhos fechados, só sentindo a música.
Mas o importante eram as companhias - aquele velho pessoal do meu colégio, sempre se reunindo em eventos por aí. E foi um desses antigos amigos que mais me surpreendeu na festa: fazia uns bons anos que eu não o via, e finalmente nos encontramos. Por acaso ele estava com a namorada, e eu finalmente a conheci. Uma graça, a cara da Helen Hunt (quem me conhece sabe o que significa eu comparar alguém à Helen Hunt) e muito, muito legal. Nos demos super bem e passamos a noite conversando, praticamente.
Numa certa altura da festa, esse amigo nos chama a mim e à Ju e anuncia: gostaria que nós dois fôssemos padrinhos do seu casamento, que vem a cavalo. Uma honra muito grande, de cuja lisonja ainda não me refiz.
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A minha psicóloga me tem sido muito útil. Penso bastante em mim mesmo e em como funciono, estou me sentindo melhor com as crises todas. Parte, claro, é porque o diabo é que a gente se acostuma a tudo, e eu estou voltando a me acostumar a essa cidade que tanto mal me fez quando eu cheguei. Mas não tiro o crédito da mulher, que ela é foda. Me dá cada tapa na cara que eu fico impressionado... E finalmente eu acho que estou me sentindo mais relaxado para me deixar levar pelo fluxo de pensamentos. Até consigo observar já sozinho o porquê de uma lembrança me levar a outra e a outra.
No fundo, tudo é a bosta da frustração e do amor.
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Como era? Há o amor, é claro; e há a vida, sua inimiga. Isso deveria estar escrito na capa dos livros do Nelson Rodrigues, não do Rubem Fonseca.
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Ontem foi dia de festa de aniversário de uma amiga querida, dessas do tempo do colégio também. Nossa, outro reencontro de pessoas que não via há anos. Cheguei lá já um pouco alegrinho, por causa da happy hour da firma (e por causa da garrafinha de bolso também). Dancei o "Vira"com a mãe da aniversariante, que estava alegríssima com algumas taças de vinho e troquei arsenais de piada com o noivo (ops) namorado dela. Ótimo. E pra terminar o dia, madrugada de fondue (senhor, como se escreve isso?) na casa da Dani. Queijo e chocolate. Morango e chocolate. Um Carmenere chileno delicioso e mais uns golpes da garrafinha de bolso.
Deitar às 7h da manhã nunca foi tão prazeroso.
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Aliás, já repararam que o prazer se esconde nos lugares mais improváveis?
postado por: guilherme Quinta-feira, Junho 07, 2007
Palpites pelo mundo:
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