Segunda-feira

Hoje é aniversário da minha avó.

Faltou muita gente vir me ver aqui na Espanha. Queria ter mostrado minha casa e minha vida pra muito mais gente.

Mas pra poucos eu queria tanto como pra minha avó. Morreu no dia 6 de dezembro de 1999. Visitar o túmulo não é o mesmo.

Vó, eu te amo. E não te esqueço.

E sei que você me amou como ninguém. Obrigado por tudo.

Julie Newmar.

postado por: guilherme Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
Palpites pelo mundo:



Domingo

Me dói no fundo da alma mas eu tenho que admitir: Barcelona é uma linda cidade.

Estou aqui pela quarta vez, dessa vez com a Ju, no que eu chamei de "última chance" para a cidade mais badalada da Espanha, quiçá da Europa. E foi surpreendente: a minha birra desapareceu, encontramos ontem à noite alguns bares charmosíssimos (é a primeira vez que saio à noite em Barcelona!) e mais uma vez me encantei com o mercado da Boquería, com a Rambla, com o lindo sol e céu azul (no meio de uma Espanha inteira em alerta por causa das tempestades de neve), com a praia e minha despedida do Mediterrâneo por essa vez.

Hoje é a vez de fazer o que ficou faltando: ser turista de verdade e entrar na Sagrada Família, na Pedreira, etc. Guía en manos, ahí vamos.

***
Vamos contar os banhos em diferentes chuveiros: na quarta passada foi na Noruega, na quinta foi na casa dos meninos, os dois brasileiros em Madrid, na sexta na casa da Tatiana, minha amiga da faculdade, e hoje, domingo, foi aqui em Barcelona. O futuro a deus pertence - quem sabe onde nos banharemos eu e Juliana essa semana? Aguardem!

postado por: guilherme Domingo, Janeiro 28, 2007
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

"...depois [...] retirou-se pro seu lar;
aí a notícia carece de exatidão
o lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou..."

Pois é. O meu lar praticamente já não existe. Explico.

Ontem voltamos, eu e a Ju, da nossa brilhante viagem pela Noruega. Pela Noruega, anda, que não era assim pela Noruega - foram só dois dias em Oslo. O suficiente pra eu perceber que 3 graus acima de zero são bem diferentes de 10 graus abaixo de zero (eu que cismava que depois dos 5 graus era tudo um frio do caralho...). E para ver a cidade inteira, muito bonita e organizada, silenciosa como Zurich e com uma rua principal agitadíssima, cheia de comércios e restaurantezinhos.

O problema era o preço - senhor, que preços. Tudo caríssimo em Coroas Noruegas (atenção gramáticos de plantão: eu sugiro a mudança do adjetivo pátrio "norueguês/a" para "noruego/a", mais bonito e sucinto), principalmente o álcool. Passei os dois dias com apenas um gin tonic de 11 euros, uma cerveja de 7 euros e uma long neck de NewCastle Brown de 4 euros. Isso porque eu tive sorte e ninguém perguntou minha idade (segundo a lenda, é proibido vender álcool a menores de 24 anos; mas acho que é lenda).

Enfim, vimos o parque com as esculturas do Gustav Vigeland no parque que leva seu nome, dentro de um outro parque que, dizem, é florido na primavera (agora era um campo de neve, que não deixava de ter seu charme gélido), vimos a galeria nacional noruega, com o quadro O Grito, do Edvard Munch - e aí uma grande surpresa: ele pintou muitos e muitos quadros, e são lindos! Eu pelo menos fiquei um pouco fã do cara. E seguindo o roteiro cultural, vimos o teatro nacional noruego, onde foram representadas (e ainda são) as peças do Ibsen.

E por falar em Ibsen, eu tirei uma foto do lado da estátua dele e fui dar uma olhada no café onde ele costumava começar o dia com um trago a palo seco.

Viagem cultural, altamente cultural. Vimos também barcos vikings, fortaleza, castelo. Linda cidade, altamente recomendável.

Mas aí voltamos - e ontem era justamente o aniversário da Ju. A pobre passou duas horas dentro de um ônibus, uma hora e meia dentro do aeroporto, três horas dentro do avião, quase uma hora dentro do metrô. Chegamos em casa exaustos e...

e...

Kosovo. Armas de destruição em massa. Tática de terra arrasada! (embora o arrasado da história seja eu!).

Toda a cozinha estava acumulada na sala. Está acumulada na sala. Os víveres, as panelas, tudo tudo. Buracos imensos nas paredes, os canos sendo arrancados. O plano é substituir todo o encanamento, os azulejos e o piso, a pia, o bidê, tudo.

Simplesmente assim. Banho pra quê? Em 20 dias eu embarco pro Brasil mesmo...

Quosque tandem?

postado por: guilherme Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Palpites pelo mundo:



Domingo

Chegou!!!

Realmente enchi meu tempo! Acho que até demais - estou cansadíssimo.

E amanhã é Oslo na cabeça!

Muitas emoções, muitas... e todas agora devidamente compartilhadas.

Que gostoso ter essas visitas!

postado por: guilherme Domingo, Janeiro 21, 2007
Palpites pelo mundo:



Quarta-feira

Ai, a ansiedade!

Ontem fui beber com a Cristina, passamos boas 3 horas mandando ver cervejas e porçõezinhas. Hoje vou jantar com o Tato e o Cróvis. Amanhã é dia de sair com os alunos da empresa de economia, e na sexta vou jantar com a Tatiana, a amiguinha da faculdade com quem passei o ano-novo.

No sábado espero estar bem para ir a Guadalajara podar árvores. O mesmo eu faria no domingo de manhã. E à tarde é só descansar um pouquinho antes de ir ao aeroporto buscar a Ju, que chega às 19h45.

Preciso preencher meu espaço, preciso que essa semana voe! Estou ansioso. E o tempo está de fato passando. E o Brasil ficando mais perto, e a Espanha cada dia mais longe - a dor do parto é grande, mas mesmo assim eu parto.

O que importa é que ontem, depois da cerveja, me deu na veneta de ir pro locutório falar com os meus amores. E telefonei praqueles com quem não tinha falado na segunda-feira. Que saudades gostosas!

***
Ai, a medriocridade.

Hoje tive mais uma aula de história e filosofia política. O tema era a derrocada dos direitos fundamentais. Por que é que eu não consigo me concentrar? É um tema que me interessa, que me fascina, e eu não consigo me concentrar, meu cérebro não responde aos impulsos que vêm da boca do professor; sou incapaz de produzir qualquer raciocínio.

E vou me sentindo cada vez mais medíocre, que tragédia. O que será que o futuro reserva pra mim?

***
Que será, será!

***
Se é que haverá algum futuro: essa noite, pela segunda vez consecutiva, acordei no meio da madrugada para tossir e tossir. Minha gripe ainda não está curada por inteiro, e as cervejas de ontem com o acompanhamento de sempre (cigarros e cigarros) não foram o mais apropriado para um convalescente.

Além da minha própria saúde, vamos pensar um pouco nesse mundo: terrorismo, as gorduras trans, a neurose pela estética, a desigualdade social, a violência daí decorrente. Parecia que tínhamos de tudo. Mas agora surge, engole tudo e todos, nos morde as unhas de terror o temível "cambio climático".

Como é que se dizia isso em português? Mudança climática? Não gostei. Perde impacto. Cambio climático, assim em espanhol mesmo, é mais aterrador.

Pois saiu hoje no jornalzinho gratuito do metrô, num deles, o ADN, uma matéria sobre como ser mais ecológico. Usar despertador a pilhas recarregáveis por energia solar, fechar a ducha enquanto se ensaboa, trocar o fogão convencional por uma vitrocerâmica a gás, andar de bicicleta, desligar todos os stand-by da casa todos os dias a todas as horas, comprar uma geladeira com gás ecológico e sem congelador.

E o pior é o que está por trás disso tudo: aqueles que não cumprem essas regras serão programados para o sentimento de culpa.

É mesmo impressionante. O Cambio Climático, digo. Tem sido um assunto recorrente desde que o inverno (não) começou por aqui. Janeiro foi o mês mais quente da história dos invernos espanhóis. Maio do ano passado também havia sido o mais quente dos últimos 92 anos. O ano passado inteiro foi o mais quente no mundo na história (quando digo história quero dizer história recente, ou seja, desde que as medidas meteorológicas são confiáveis).

Eu vou me preocupar com o futuro? Tony Blair falou, Tony Blair avisou - são dez anos mais e acaba o mundo!

O Al Gore nos dá quantos anos?

O cara da teoria de Gaia prevê que em 30 anos seremos uns 200 milhões de seres humanos vivendo nos pólos. E que todo o resto será inabitável.

O que Malthus dizia mesmo? E a bíblia? O corão?

***
E o David Bowie continua povoando meus dias com seus clássicos. É claro que eu comprei, como primeiro álbum do Bowie, o "the Best of". Já deu para traçar até que ano eu gosto das músicas dele. Agora, na volta, é só ir atrás dos vinis correspondentes.

Ground Control to Major Tom
Your circuit's dead, there's something wrong
Can you hear me, Major Tom?
Can you hear me, Major Tom?
Can you hear me, Major Tom?
Can you....

***
Clic.

***
Quero no mínimo mil interpretações pra essa música nesse momento. Quero que todo mundo pense em razões pra ela estar aqui. Conjecturas!

Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que eu tentei conter
O que eu não quis desabafar e lhes contei

Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã

Nascendo, rompendo, rasgando tomando meu corpo e então
Eu chorando, sofrendo, gostando, adorando gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar
Explode coração

Há pequenas alterações, mas isso já é praxe.

postado por: guilherme Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

Fim de semana na Irlanda - que ainda nao acabou!

Como e bem sabido, cheguei nessa linda Ilha Esmeralda na sexta feira a noite. O vento era tao absurdo que o aviao atrasou 20 minutos, e pousou da maneira mais assustadora que eu ja vi. Mas cheguei bem no terminal de papelao do aeroporto de Dublin, que esta em fase de ampliacao.

Deliciosamente, depois de chegar, passamos no supermercado para comprar coisinhas e fazer, eu meu primo e a namorada dele, uma talharinada com molho de beicon e linguicinha. Jogamos os dadinhos, claro.

Eu contei dos dadinhos? No pais vasco aprendi um jogo com dados. E comprei ja numa charutaria de Madrid o copinho com os 5 dados especiais. Claro que eles viajaram comigo para a Ilha!

So para constar, eu comprei tambem as duas piteiras: uma para o dia-a-dia, pequena, de uns 10 cm ou 12, e a outra, ah, meus amores, a outra e a da Audrey. Acho que uns 30 centimetros. Absurdo.

Voltando a historia: dormir, acordar no dia seguinte cedo para fazer o que? Jogar futebol. Meu primo, tao querido, tem esse defeito da predilecao por esportes coletivos praticaveis em qualquer espacinho minimamente gramado. O tempo estava ate bonito e la fui eu, vestindo uma camisa do Porto, por baixo a minha camiseta de manga longa, uma calca de moleton e meus tenis medonhos. Na cabeca um gorro andino, com pom pom e cordinhas, bem Manu Chao.

Comeca o jogo, que era brasileiros versus espanhois (tive que jogar no lado brasileiro), e aos 15 segundos um guarda nos interrompe. Por causa das chuvas (constantes) a grama esta muito molhada e estava proibido praticar esportes ali para nao danificar o jardim do parque, etc. Eu fiquei felicissimo, mas o povo parecia brasileiro - nao desistia nunca. E preregrinamos atras de outro parque, e de outro. Ate que encontramos um, um gramadinho pequeno, mas do tamanho justo.

E entao aconteceu o fenomeno: eu joguei futebol, eu disputei uma pelada. Eu corri, eu fiz marcacao cerrada, eu chutei a bola, eu salvei varios momentos de perigo (sim, meu lugar era a extrema-zaga; o comentario era de que jogavamos com dois goleiros!).

O pior de tudo: me diverti. Eu doente, com tosse, gripe, jogando bola no frio e com chuva.

Essa e a primeira coisa insolita desse final de semana. Aguardem, tem mais.

***
O almoco foi polenta com carne moida. E isso nao e o insolito.

A tarde, ai, a tarde exige um pouco de memoria. Quem se lembra daquele junho e julho de 2003, quando eu estava ficando com aquela menina da Casper. Alguem lembra? Isaura Garcia? Juca? Hein? Pois aquela moca, a Silene, esta aqui em Dublin! Sim! E ontem foi o momento do reencontro!

De pub em pub, rindo gargalhadas, contando anos de historias, nos situando no tempo e no espaco de cada um. Que lindo e ver o tempo passar pra todo mundo! E como foi gostoso esse reencontro depois de anos desencontrados.

Mais uma vez a noite terminou com jogo de dadinhos e sono eterno pos cervejas e caipirinha de vodka. E hoje foi mais um dia fabuloso.

Hoje e domingo, caso a data apareca diferente ai no rodape do post.

Acordamos cedo nao sei por que, tomamos cafe da manha os quatro (sim, o reencontro durou 24 horas aproximadamente) e fomos passear no centro, em supermercados, em lojinhas. Eu estava com a febre consumista. Comprei cd do David Bowie, comprei uma calca jeans que estava de rebaja. E so nao comprei mais coisas por falta de oportunidades.

Ca pra nos, o que eu precisava mesmo era de cuecas novas, que essas estao um bagaco.

Mais uma guinness, a despedida e o ultimo fato insolito, por enquanto, da estadia curta e intensa. Deixamos a companhia na avenidinha certa pra ela pegar o onibus e paramos nos tres num bar lindo pra comer queijos e tomar uma garrafa de bom vinho.

Essas delicias que o dinheiro pode comprar.

Voltando pra casa, ja aqui na rua do meu primo, me da uma ideia idiota de apostar uma corrida. E vamos correndo os dois, mas de repente eu corro mais rapido que minhas pernas; sinto aquele momento em que o centro de gravidade do seu corpo se perde; as pernas ja nao alcancam correr o suficiente para reerguer o corpo, que se curva devagar. A queda e inevitavel.

Me esborracho no chao como nao fazia desde os 12 anos, pelo menos. Dez anos sem cair, e como e diferente cair agora, como doi mais.

Ralei a mao esquerda bastante; a esquerda so fez tres furinhos. O joelho direito tambem ficou um pouquinho prejudicado, mas por sorte nem a calca nem a blusa rasgaram.

Mas querem saber o mais ridiculo? Como sempre acontece, quando eu vi os cortes e esfreguei bem esfregadinho com sabao comecou aquela tontura. A pressao caiu, eu perdi a visao periferica, sentei no vaso sanitario, empurrando a cabeca pra cima, toma agua, vontade de vomitar. Achei que fosse desmaiar. Mas aguentei firme (igual gelatina) enquanto recebia os tratamentos das maos do primo e da namorada.

Agora estou aqui, meio sem sono, com a mao ardendo e rezando pra nao acontecer como aconteceu la atras naquele primeiro de maio. Alguem se lembra de que eu perdi o aviao de volta pra Espanha? Melhor que amanha nao apareca um simpatico casal de italianos!

Quase esqueco: o jantar de hoje foi arroz branco com feijao carioquinha e farofa. Preciso ir me reambientando.

postado por: guilherme Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

Sozinho.

Faz apenas 7 minutos que, se a hora dos vôos não mudou, está o querido que me fez companhia desde o dia 19 de dezembro voando em direção contrária ao Brasil com, paradoxalmente, o objetivo de aterrissar nessas terras tupiniquins amanhã pela manhã (horário local, para os mais exigentes com coerência).

É, realmente não dá pra fazer um balanço assim, sem mais. Seria preciso contar histórias e histórias, falar de bares e bares, de dias, noites, madrugadas em cidades, em estradas, em albergues e em hotéis-moradia de imigrantes.

Mais uma vez uma viagem inesquecível.

E sozinho também porque, se tudo deu certo, a outra companheira, que esteve conosco desde o 28 de dezembro, já deve estar alegre e saltitante em Grenoble, depois de talvez ter amargado uma noite no aeroporto, matando as horas entre a chegada do avião e a partida do trem.

Olha, eu já conheci muita gente na vida, muita mesmo. Aqui na Espanha me relacionei de diferentes maneiras com mais de um centenar de pessoas, sem dúvida. Tantas histórias, tantas vidas, tantos desejos.

Mas eu tenho a sensação de que já conheci as pessoas mais especiais do mundo, as mais fantásticas.

Todos acham que eu falo demais
E que eu ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar

Dizem até que ando rindo demais
E que eu conto anedotas demais
Que eu não largo o cigarro
E dirijo o meu carro
Correndo, chegando, no mesmo lugar

Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar toda a vida esquecendo vocês
E a razão por que vivo esses dias banais
É porque ando triste, ando triste demais

E é por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais
É porque meu amor por vocês é imenso
O meu amor por vocês é tão grande
Meu amor por vocês é enorme demais.

Essa é minha música mesmo, sem sombra de dúvida.

Querem saber o que aconteceu? Eu tinha escrito um dos posts mais bonitos, com mais referenciazinhas a um monte de coisas, com piscadelas a pessoas e a livros, e a autores. Mas aí a minha sessão expirou, eu não consegui salvar as coisas a tempo e o computador do maldito locutório nojento desligou sozinho. E tudo se perdeu.

E daí e daí?

***
Tentando retomar o fio da meada, vamos lá: a partida dos queridos deixa um vácuo que logo será ocupado pela minha viagem à Irlanda nesse fim de semana. Já avisei o primo lá em outubro, quando eu comprei esse bilhete, que o que eu queria era uma viagem para relaxar, deus que me livre e guarde de ficar fazendo turismo e me estressando. Quero carneiros e cabras pastando enquanto eu tomo uma e outra guinness.

É a viagem pra descansar da viagem.

E na semana que vem, já com data de chegada e tudo, vem outra daquelas pessoas especiais representadas na música aí de cima, na música do Tom que é só exagero e só sentimento. Chega no dia 22 de manhã, se eu não me engano, e vai embora no dia 15 de fevereiro de manhã. Ou seja, no mesmo avião - sim senhores, ela é mais uma vítima dos tamancos aéreos portugueses! E terá o prazer de desfrutar a viagem ao lado meu!

***
E com tudo isso o que eu faço com a faculdade? Pois lhe dou uma banana bem grande. Acho que nesse momento é preciso escolher, trade off, prioridades. Ok, na balança: provas de filosofia política (que eu não estudei nada mas continuo esperando que o conhecimento atravesse papéis de fotocópias, atravesse minha mochila, minha roupa, meus tecidos e se instale - ou melhor, me penetre - na memória) ou viajar para Paris, Amsterdam, Oslo e Munique? Hein?

Tudo bem, eu sou medíocre sim, eu sei. E meu melhor emprego vai ser ongueiro ou agitador da madrugada mais popular do rádio de Mairinque!

***
E nesse momento da vida em que a solidão bate forte, dá vontade de chorar e de voltar prum colo coletivo (como se chamaria isso, um colotivo ou um cole?) e se aninhar e dormir quente o telefone toca. O telefone toca e quem fala do outro lado é aquela voz companheira que me entende como poucos, que me sente como poucos. E será que ligou agora por acaso ou será que o tanto que eu pensei nela nos últimos 60 minutos, os primeiros sessenta sozinho, foi forte a ponto de fazer que ela mexesse os dedinhos no teclado discando um milhão de números?

Tem brasas que não apagam, né?

***
Mico: vou traduzir uma coisa prum aluno meu. Ai, quem manda ser guloso e pegar qualquer trabalho, hein? Pois agora toca traduzir do inglês e do espanhol um monte de nomes de componentes específicos de motores de carros. Eu mereço?

***
Nessas horas só uma pessoa pode ajudar: São Fritz. Longa história, vocês já saberão.

***
Como era, Emmer? Clic, clic?

***
Estou com saudades da Elenice. E descobri que não tenho nenhum contato dela aqui comigo. Ou seja... A saudade vai durar muito ainda.

***
Estou com saudades de muita gente. Da flor culturete, da mais possível nova garota de Ipanema (isso, amor, deixa o túmulo do samba e vai viver! Vai que eu te acompanho!), de todos, de todos.

***
Meus amigos são tão lindos.

***
Estou com diarréia.

***
Me apelidaram Jack Nicholson nessa última viagem. Alguém suspeita por quê?

postado por: guilherme Quinta-feira, Janeiro 11, 2007
Palpites pelo mundo:



Terça-feira

E o ano começa de verdade... Esses europeus precisam descobrir o nosso método de adiar o começo do ano pra depois do Carnaval. Que inferno é começar a trabalhar com esse frio horrendo, com a noite que se estende até as 8h da manhã e desaba às 18h!

Mas por outro lado é bom estar de volta à rotina. Acho que mais uma semana do ritmo que venho levando nas três últimas seria demais, e o corpinho não agüentaria.

Agora parece coisa do diabo: sempre que eu volto de férias incríveis e tenho que recomeçar, e tenho que suportar a solidão dos dias sem fim, é sempre nesses momentos que o céu fica cinza. Por quê? Madrid nos brindou um final de ano e um começo de ano novo com sol e "calor". Agora é um frio parisiense e um céu paulistano.

Os dois queridos companheiros de viagem estão agora em Barcelona. Vamos ver a que horas chegam, se é que chegam hoje. Na pior das hipóteses, chegam amanhã cedo pra já começar a despedida: uma vai amanhã mesmo para a França. O outro, na quinta parte pro Brasil.

E essa visita foi muito importante nesse último pedaço da minha estadia nessas terras, muito importante mesmo. Finalmente eu posso dizer que estou com vontade verdadeira de voltar ao Brasil, que eu estou com saudades de novo (como tive quando cheguei), que estou ansioso, que tenho planos, que tenho sonhos e projetos.

Acho que não será preciso "volver con la frente marchita".

E também não tem muito drama esse lance da solidão: na quinta a companhia vai embora, logo de manhã. Na sexta à tarde eu embarco pra Irlanda, pra ver o primo. Volto na segunda e então vai ser só esperar aquela que será a última visita na minha estadia espanhola.

Com ela ficarei até o fim dos meus dias nessa terra, e provavelmente zanzando por outras terras mais ao norte, mais ao frio, mais ao desconhecido.

E depois, rá, pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto, eu tô voltando.

Voltando pro Carnaval no Rio! E depois pro trabalho, e pra rotina. Y con unas ganas de cambiarlo todo que no podeis imaginar!

Você tem razão, Mariana, você tem razão: as pessoas mudam muito, e às vezes tão rápido que perdem esse momento, esse segundo, esse instantezinho em que acontece o clic.

Clic.

postado por: guilherme Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Palpites pelo mundo:



Carlos e Guilherme descobrem que podem ser amigos.

Vamos ver que samba dá?

Feliz ano.

postado por: guilherme Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Palpites pelo mundo:





De Mel
Mind the Gap
Em Preto e Branco
Torre de Papel
Poluição d'Idéias
suco
Tabacaria
La vie en rose
Retalhos do Mosaico




Atual
Arquivo