Sexta-feira

Madrid, Bergamo, Lyon, Bergamo, Veneza, Beauvois (ou Beauvais) e Paris.

Voces acham que da tempo de contar?

postado por: guilherme Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Palpites pelo mundo:



Terça-feira

Quando fazemos os planos nao levamos em conta os imprevistos.

Mas sera que nao sao os imprevistos que dao o sabor das coisas?

Ainda em Bergamo, sozinho e com um pouco de medo, vou tentar uma aventura.

Se eu nao voltar, quero que saibam que amo muito voces.

postado por: guilherme Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Palpites pelo mundo:



Domingo

Sem lenço sem documento.

Preciso escrever sobre as quatro estações. Não será nenhum Vivaldi, mas vá lá.

É que agora não dá tempo. Vou viajar amanhã. Bérgamo. E Veneza. E Paris. E Berna. E Madrid outra vez, para a virada do ano.

Ansiedade não falta.

Só queria agradecer aos leitores. E desejar-lhes boas festas. Gosto de vocês pra caramba.

postado por: guilherme Domingo, Dezembro 17, 2006
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

Fui pra lavanderia lavar a roupa, como eu contei no post anterior. Pois não é que minha blusa de lã encolheu? Fico baby-look com gola alta, marcando as minhas curvas.

E olha que eu fui paquerado ostensivamente pela rua ontem, que eu estava usando o agasalho pra ver se laceava.

Mas vocês sabem, o George Michael já cantou:

"...I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man..."

***
E só pra seguir a letra, hoje foi dia de um pouco de sinceridade. Pelo menos com os outros, que é difícil ser sincero consigo mesmo.

"...All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow..."

***
Ah, e alguém viu os comentários por aí? Sumiram. E parece que é generalizado, os blogs que eu leio também estão incomunicáveis.

postado por: guilherme Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Palpites pelo mundo:



Quarta-feira

Finalmente eu trouxe a câmera para a faculdade. Fotos da Suíça!

Vamos lá. Primeiro o primeiro dia, indo pras montanhas de trem!



Aqui está um dos lagos de Interlaken. Essa foto foi da janela do trem!



Uma janela que era quase um cinema: era olhar e lá estava a paisagem perfeita esperando ser registrada, quase pedindo uma fotografia.



Depois chegamos a Wegen, onde trocamos de trem para pegar um com a cremalheira (que ninguém sabe o que é, aposto). E fomos subindo!



E deveríamos ter subido mais, se tivéssemos tido tempo. Essa aí é a estação de trem mais alta da Europa. Aí sim fazia frio eterno total. Está assentada nessa capa de gelo que é um glaciar! Azul, eterno, água doce e pura. Que a Paris Hilton não descubra esse manancial e deixe de tomar a sua água das Ilhas Fiji para explorar a montanha suíça.

No dia seguinte, fomos passear em Zurich, aproveitar o tempo lindo que fazia!



Não sei se é nacionalismo, mas havia muitas bandeiras da Suíça na Suíça. Muitos dos bondes da cidade tinham em cima uma bandeirinha da Suíça e outra de Zurich (suponho que era de Zurich).



Depois fomos ao café esse que eu falei, o Jules Verne. E essa era a vista que tínhamos.

E acabam-se as fotos da Suíça, essa pequena seleção, com uma paisagem da cidade sobre uma das pontes sobre esse rio grande, bonito e caudaloso.



***

É mentira. Tem mais uma. Nos bondes, do lado de dentro, há um aviso muito grande com várias proibições. E os desenhos são muito bons. Há um homem tocando violão, por exemplo. Mas o melhor é esse aqui, que proibe terminantemente serrar os bancos do bonde.



***

E ontem foi dia de exercício. Não sei se eu contei que em casa estávamos perigando ficar sem gás (ou butano, como chamamos aqui). Pois ontem eu encontrei o caminhão do gás na esquina da minha rua, voltando de um passeio com direito a pôr do sol vermelho detrás de árvores sem folhas e de um sebo-surpresa onde eu comprei mais um livro, senhor!

Esperei o homem do gás voltar (ou butaneiro, como chamamos aqui) e pedi um botijão. Implorei. E nada. Ele era irredutível. Mas em casa estávamos quase sem e não conseguíamos fazer o pedido (é, o caminhão sai com o número certo de botijões e cada um vai pra uma casa que já fez o pedido com antecedência de dois dias por telefone). Depois de chorar um pouco, ele pensou, refletiu e pediu pra eu esperar ele estacionar o caminhão numa praça lá no final da minha rua (a Puerta Cerrada). Eu deveria estar na calçada com o botijão do lado.

Vai minha amiga me acompanhando. No caminho encontramos o companheiro de piso, que tinha trancado a chave dentro de casa. Subimos. Eu desço com o botijão. Chega a outra amiga, a do turno da noite, e as duas se encontram no café em frente de casa (uma a brasileira tangueira, a outra a aluna economista). Vem o caminhão. Eu levo o botijão cheio até o meu apartamento, três andares. Botijão no lombo, corpo curvado sob a força de 13 quilos de butano mais o peso do bujão. Guardo no lugar e vou até a lavanderia buscar a minha roupa limpa.

Enquanto isso as minhas amigas se conhecendo no café, fazendo amizade.

Pego a roupa, dobro tudo e encontro a minha blusa de lã. Eu tinha esquecido que blusas de lã encolhiam se eram lavadas com água quente e depois enfiadas na secadora. Claro que a minha querida da lavanderia esticou a blusa numa tábua de passar roupa a vapor (como são incríveis as lavanderias, preciso escrever sobre isso algum dia) e ficou só um pouco miniblusa. Mas pra pôr por baixo está ótima.

Feito todo o trabalho, fomos eu e a amiga da noite até o bar de Jerez. E lá ficamos até bem avançada a noite. E um litro e meio de Jerez entre os dois, pelo menos.

Pra fechar, um chocolate quente às 2h15 da manhã e o sono eterno queme fez perder a aula de hoje.

E o Carlos me elogiou quando eu acordei: finalmente estou aproveitando o meu tempo e fazendo o que eu quero sem me arrepender depois ou lamentar as conseqüências; era impossível fazer tudo, eu escolhi e pronto. Nada de drama.

Mas estou com um soninho, e uma preguicinha...

postado por: guilherme Quarta-feira, Dezembro 13, 2006
Palpites pelo mundo:



Terça-feira

Mais diálogo, esse de ontem à noite, quando o Carlos passou por casa para tomar um copinho de Jerez da garrafa que está instalada sobre a mesa da sala:

Carlos: você é um preconceituoso, mesmo.
guilherme: mas que mentira! Se eu sou prafrentex!
Carlos: adora dizer isso, mas na verdade é um pequeno-burgês católico. Ou você acha que eu não sei o que aconteceu hoje à tarde?
guilherme: como você sabe, quem te contou?
Carlos: ninguém precisava me contar... está na sua cara que você é um conservadorzinho... a sua cara de surpresa.
guilherme: mas eu não sabia. Você faria diferente? Hein? Fazendo uma família de tartarugas você faria duas mamães tartarugas de massinha?
Carlos: a questão não é fazer ou não fazer; é que isso não passou pela sua cabeça.
guilherme: mas não é comum, não é normal...
Carlos: Ah, não é normal? Quanta hipocrisia, quanta...

***
Esse diálogo tomou lugar poucas horas depois de eu perguntar à moça que estava sempre com o meu aluninho de 4 anos se ela era a mãe. Ela me disse que sim, e eu pedi desculpas por perguntar, mas que não tinha certeza; o menino sempre a chamava pelo nome.

Ela suspirou e me disse que a companheira dela se chama Y e que a criança diz sempre a mamãe X e a mamãe Y.

E eu fiquei surpreso. E me deu um ataque pensar que eu fiz a maldita família de tartarugas de massinha com um papai e uma mamãe. Pior: um papai grande e forte e de voz grave e uma mamãe menor e frágil.

Imbecil, conservador, hipócrita, preconceituoso. Como se livra do peso da sociedade e da educação?

postado por: guilherme Terça-feira, Dezembro 12, 2006
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Segunda-feira

Eu esqueci a câmara com as fotos da Suíça; mas, felizmente, a companheira de viagem mandou uma amostra do fim-de-semana (e, como a máquina era dela, eu apareço demais - céus!).

Vamos lá: como já é uma pequena tradição, eu apareço aqui comendo uma comida típica - dessa vez mais típica alemã, mas muito adequada para o frio que fazia nesses alpes suíços: repolho azedo, uma lingüiça e batatas cozidas, tudo junto.



Barriguinha cheia, era hora de visitar algumas montanhas, curvar-se de frio



e pisotear a neve

.

É verdade que havia pouca neve (claro, culpa do efeito estufa que, eu tenho certeza, está relacionado de alguma maneira com as gorduras trans dos alimentos (?) das redes de fast food), e que eram dias anormalmente quentes para um começo de dezembro. Mas de verdade, que vistas mais incríveis nós tivemos subindo desde Interlaken até esse ponto em um trenzinho com cremalheira.

O quê, você não sabe o que é a cremalheira? Ora, você não me conheceu na época dos trens, em que eu almoçava sistema funicular e arrotava cremalheira a tarde toda.

Só que como vínhamos de Zurique e passamos por Berna e trocamos de trem (ai, Interlaken, e aquele sol, e aquele lago maravilhoso, e aquele trem beirando a água!) não conseguimos chegar a tempo de vencer o último trecho de subida. Chegaríamos assim ao lado dessa montanha que está atrás da amiga que me convidou e ciceroneou a viagem toda nessa foto:



Ok, ok, eu não cheguei até a estação de trem mais alta da Europa (antes eu havia dito que era do mundo). E ela estava lá, a Jungfrau, no alto de uma montanha e rodeada de um glaciar. Sim senhor, um glaciar, um bloco de gelo eterno colado no topo da montanha.

No dia seguinte foi a vez de Zurique protagonizar. E não fez feio não: foi um dia estupendo passeando entre ruazinhas, igrejonas, um lindo rio (por que Madrid não tem um lindo rio?) e uma supresa: um antigo observatório espacial construído no alto de uma torre e transformado num bar. O Júlio Verne. Como Zurique não tem arranha-céus, é possível ver desde esse bar praticamente toda a cidade. O rio, o lago, a universidade onde Einstein deu aulas, os bondes que vão singrando as ruas (cheias de gente por causa do ótimo tempo de um domingo de outono), as bandeirinhas da Suíça no alto dos bondes.

E nesse café tomamos um gostoso vinho desfrutando da vista da cidade. Os cabelos revoltos acho que são pelo vento ou pela emoção.



Suíça? Recomendo altamente. Dizem as boas línguas que em uns 10 dias ou um pouco mais eu estarei saracoteando por Berna outra vez. Coisas do destino!

***
E foi inacreditável esse final de semana, senhor. Já disse que foi um super prolongado, desde quarta até ontem. Pois foi prolongado em surpresas também. Apesar do aparente tédio que me dominou logo na abertura das pequenas férias, eu tomei as rédeas do meu tempo (o clima melhorou muito também, é verdade) e saí. Primeiro com os brasileiros, os dois uspianos já velhos de guerra. Depois com a Tatiana, amiga da faculdade. Aí com os brasileiros plus brasileiro que veio de Londres visitá-los.

Até aí, poucas surpresas. Mas eis que na sexta-feira me liga o meu amigo italiano, que eu conheci aqui em março e que voltou em julho, quem eu visitei em setembro quando da viagem com a minha flor, quem eu vou ver de novo daqui a exata uma semana, quando parte meu avião para Bérgamo e começa a peripécia de final de ano. Pois passou esse final de semana aqui, e foi bem divertido.

Mas a maior surpresa foi a volta da amiga brasileira que passou de visita há 15 dias. Voltou. Vai estudar espanhol em Madrid até sexta-feira, depois vai pra Sevilha e quer ficar aqui até janeiro, fevereiro... Acho que ainda volto antes dela pro Brasil.

Resumindo: final de semana altamente alcoólico, fígado em greve. E abstinência.

***
E morreu aquele maldito ditador sanguinário do Chile, o cretino cujo nome eu me dá asco escrever aqui nessa humilde tribuna. E sabem o que diz a Folha de S. Paulo? Diz "Morre o ditador chileno Pinochet". O Estadão dá mais vergonha ainda, com a sua fotinho em degradé e o título grave "Morre Pinochet".

Irritadíssimo, fui procurar algum exemplo de jornal bom e me meti na internet chilena. Lá fui eu atrás do La Tercera, que era o jornal que eu "lia" quando eu estava no Chile (aqueles 10 dias que me fizeram chileno nato) e que me parecia o melhor. Pois esse se mostrou um asqueroso pinochetista, com reportagem especial, editorial mascarando os crimes bárbaros dele e elogiando o progresso econômico. "Muere Pinochet" diz a capa, inteira preenchida por uma foto do general olhando para cima. Uma das colunas de opinião se chama "Adiós al papá". Sem comentários.

E aqui de manhã eu comprei o El País (o primeiro que reclamar do duplo artigo leva um sopapo). Diz a capa, prestem atenção, diz a capa: "Muere Pinochet sin responder a sus crímenes ante la justicia".

Deu pra perceber? Será que são sutilezas que fazem desse jornal o melhor em língua espanhola e um dos top do mundo em qualidade? Será? Ou serão princípios?

***
Por falar em princípios, esse fim de semana eu conversei longamente com o Carlos. Eu sei que tem um pessoal maluco dizendo que eu inventei um nome, que é de família criar um Carlos, coisa boba. Eu tenho leitores aqui que já conheceram o Carlos e podem asseguar que existe. Não é verdade?

guilherme: eu acho que sou apaixonado por muita gente. Me derreto de amores, sonho com futuros felizes, tenho saudades demais.
Carlos: por que você tenta disfarçar as coisas debaixo desse manto de romantismo demodé? Assuma que você é um hedonista inconseqüente!
guilherme: você se engana, Carlos, se engana mesmo. Não é hedonismo. Ou você acha que sofrer de amores e de ciúmes é coisa de hedonis...
Carlos (interrompendo): para você, é. Assim você se sente mais forte. Você gosta de se submeter a essas provas, mas na verdade você nunca sofreu de amores porque você nunca amou de verdade, com a intensidade o bastante pra se jogar debaixo de um caminhão. Você só finge que ama enquanto isso te convém, depois você finge que sofre, finge carência e vai buscar outro chamego.
guilherme: eu não finjo carência!
Carlos: exagera. Mas eu não estou condenando você não, estou só dizendo que você deve assumir o que você é, ser feliz com isso. Você sabe que nós dois nos parecemos demais. Você não deixa de ser um hedonista como eu. E, acho, como a maioria de hipócritas que está lendo isso.
guilherme: você sempre tem de ser tão desagradável, Carlos?
Carlos: É o que acontece quando não se tem nem freio, nem vergonha, nem limite. Quem quiser que venha me bater.

postado por: guilherme Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

guilherme diz: não deveria ter bebido tanto; a bebida me põe sentimental. E com um orelhão na frente de casa, e um locutório a dois passos...

Carlos diz: não vejo problema nenhum; os copinhos só te deixam fazer o que você tem vontade.

Podem escolher.

postado por: guilherme Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
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Quarta-feira

Agora tenho mais tempo. Mas, evidentemente, não trouxe a câmara com as fotos da Suíça. É que estou no locutório, esse nojentinho perto de casa.

E sabem por que? Porque hoje é feriado aqui. Sim, o dia da constituição ou algo assim (e nós com o nosso 9 de julho, o dia da não-constituição! Alguém sabe quando é o aniversário da constituição de 88? Que absurdo...). E na sexta feira é outro feriado (que eu ainda não sei do que se trata). Isso quer dizer que temos um final de semana super-prolongado. O que significa sete horas e meia a menos de aulas para eu dar.

E sete horas e meia a menos de dinheiro no final do mês - que, vejam só, é dezembro! E acaba, laboralmente, antes - no dia 15.

Miserável.

***
E ontem foi um dia de depressão. Ok, eu estou agüentando faz quase um ano a ditadura de viver no exterior. Sabem o que é, não sabem? É sentir que é preciso aproveitar esse período como se o continente fosse afundar em poucos meses, e desaparecer.

Desaparecer não sei. Mas é melhor vir conhecer a Europa antes que acabe.

Pois ontem eu fu iatacado por mais ditaduras: a ditadura da véspera de feriado, a ditadura do Erasmus (um Erasmus é um estudante de intercâmbio europeu, e sua vida consiste em conhecer estrangeiros, falar com sotaques engraçados e beber e dançar excessivamente), a ditadura dos vinte e poucos anos.

Os vinte e poucos anos. Era aquela série da MTV, alguém se lembra? Eu achava que minha vida seria daquele jeito quando eu tivesse 20 e poucos anos. Esqueci que com a idade a gente só envelhece, não muda!

Pois todas essas ditaduras se juntaram, e começou a chover. E eu fiquei na cama. Cochilei depois de "almoçar" (comi às 18h): das 20h à meia-noite. Ok, quatro horas de cochilo. E depois fiquei lendo a Montanha Mágica até as 3 da manhã.

***
A Montanha Mágica finalmente ficou interessante. Tive que resistir bravamente às primeiras 200 páginas para finalmente ser fisgado pela história. E são tão interessantes algumas conclusões dos personagens sobre o tempo, sobre o amor, sobre a distância entre os olhos (sim, até isso está lá representado numa descrição de um personagem).

É uma pena que eu não possa resumir. E ainda me faltam mais de 800 para acabar o tijolo, senhor, onde foi que me meti?

***
E foi ontem também, no meio dessa pressão para divertir-me, que eu sofri saudades agudas da minha terra natal. Justo eu, que estava me especializando em falar mal de São Paulo para qualquer estrangeiro que me cruzasse o caminho (inclusive enviando vídeos supostamente turísticos do youtube que na verdade te dão um calafrio, tão medonha é a metrópole). Acho que foi em algum momento entre estar acordado e estar dormindo que imaginei cenários, me vi com pessoas, me vi estacionando um suposto carro (sim, já estou obcecado com a idéia de comprar um carro quando voltar), me vi abraçando algumas pessoas.

Foi tão lindo.

Mas na minha caixa de entrada do email há duas mensagens que me advertem: aprenda a não ferir as pessoas, ou você só cumprimentará amigos nos seus sonhos.

Deve ser efeito da solidão tão doída que eu senti ontem à noite, deitado na cama, olhando o telefone (quieto; nem minha chefe me ligou), ouvindo a chuva torrencial (que hoje se transformou num sol de primavera) e, por debaixo da chuva e do frio, por trás do vidro embaciado do meu quarto, os gritos dos veinteañeros indo e vindo de um bar a outro, e celebrando sua companhia e sua juventude.

***
Eu fui maldoso no meu último post: a embaixadora estava doente, e dormitou por cerca de um minuto. Eu respeitei o sono, ela terminou a aula antes (e pagou a aula inteira, claro, como fazem as pessoas civilizadas) e pediu licença para vomitar. Quantos de vocês já ouviram o vômito de um diplomata? Não valem os filhos de diplomatas, por favor.

***
Mas eu vim aqui pra dizer algo concreto. E não consigo lembrar o que era. Acho que era uma mistura de tudo isso, transformado em sentimento.

Talvez uma amargura por não poder fazer tudo o que eu quero. Sim, eu fui mimado pelas minhas avós.

E para piorar tudo, nas aulas de filosofia política vamos descobrindo juntos que o mundo não tem solução - embora uma economista otimista tenha dito, olhos nos olhos, que isso era o que pensava qualquer ser humano em 29. E olha só: daí surgiu o modelo de estado que acabou/acaba-a-cada-dia e que é o meu favorito, a minha menina dos olhos.

Veremos que surpresa nos reserva o futuro.

postado por: guilherme Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

Ufa! Dois minutos só!

Fui à Suíça - sensacional. Mais detalhes, só com fotos. Em breve.

Hoje é aniversário do meu pai.

A minha aluna dormiu na aula. Sim, uma embaixadora. Ela estava doente e dormiu. A aula á particular. O que você faria? Acordaria a mulher? Sairia de fininho?

Criança de 4 anos? OK!

postado por: guilherme Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
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