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Terça-feira
Não está "tudo bem".
Mas tá tão bom que eu arrisco dizer que é possível ser sincero um dia quando eu responder "sim, tudo bem, e com você?".
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Perdi o aniversário do bingo Imperador ontem. Perdi a data pra entrega do trabalho final da optativa que me fez acordar cedo todas as sextas de manhã. Tudo bem.
***
Final de semana na praia com a turma do tango. Tem coisa mais gostosa que fazer amigos? Ainda mais quando são especiais cada um à sua maneira...
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Como não estou muito inspirado pra escrever, coloco uma música. Não é assim na maioria dos blogs?
Samba e amor
Chico Buarque/1969
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem-vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade, que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 29, 2005
Palpites pelo mundo:
Bingo Bingo Bingo
O maior temor daqueles que me conhecem bem se concretizou: ontem fui ao bingo.
Ah, é! Também participei da platéia do Roda-Viva, mas isso já não é novidade - fui outra vez há uns meses.
Voltemos ao Bingo: primeiro escolhi uma vítima - o pobre amigo de tantos programas de índio inenarráveis, companheiro de jogatina no casino de Piriápolis, no Uruguay - e depois a cena do crime: o grande Bingo Imperador, da avenida Sumaré.
A entrada, vou dizer, é mais pomposa do que o bingo de fato. No piso térreo umas maquininhas daquelas de bingo eletrônico. Eu achava que era só aquilo, mas, por sorte, havia escolhido bem a vítima.
Subimos as escadas e chegamos ao piso superior (só aí já tinha sete reais a menos na carteira, que é o preço do estacionamento). Pergunta daqui, pergunta de lá, consegui entender como funcionava o sistema de cartelas, de pontos, de prêmios, de bolas, de sorteio.
Compramos a primeira série - três cartelinhas, prêmio de 100 reais pela linha, 400 pela cartela cheia.
Começa o bingo e a moça canta os números numa velocidade assustadora. Não dava tempo de tirar o cigarro da boca pra bater a cinza no cinzeiro. Número dois, setenta sete zero, dez, vinte e quatro, oitenta e três.
Riscava os números com a caneta hidrocor em ritmo alucinado. Alguém grita "linha". Os funcionários do bingo repetem, bem alto, "linha, linha" e param para conferir a linha.
Depois a cartela cheia, milhares de bolas cantadas, tensão no ar, aquele escuro, a fumaça, o carpete de estampa feia. O meu colega ficou na "boa", mas perdeu. E eu também.
Ganhou foi o vício. Compramos cartelas para mais três rodadas depois daquela, uma mais alucinante que a outra.
Saí de lá forçado pela minha própria consciência.
Segunda que vem é aniversário do bingo e dizem que vai ter prêmios maiores, maiores, maiores! Vamos?
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 22, 2005
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
Isso é muito estranho - hoje, desde a hora em que eu pus os pés dentro do departamento da faculdade onde estudo, fui acometido por um bom-humor irritante.
E ele ainda não passou! Fiz as mesmas piadas na hora do almoço (hoje até incrementadas pelo surto de alegria sem razão), encontrei as mesmas pessoas (tão amadas, umas iradas com percalços burocráticos, outras um pouco amuadas por motivos não-sabidos, outras cansadas com a perspectiva de uma semana menor ("para tão longo problema / tão curta a semana", já cantou o poeta maior"). No geral, entre mortos e feridos, salvam-se todos.
E o almoço foi salsicha! Eu, que detesto salsicha, pedi uma extra para a funcionária que fica no balcão de comidas. Ela no começo não gostou muito, mas eu prometi um bombom depois do almoço - ela negou, disse que gostava mais era de bala de hortelã. Almoçado, comprei a bala e fui levar à meiga Sueli; o brinde foi um sorriso surpreso pelo cumprimento da promessa.
"Você é um amor"
Mal sabe ela o demônio aqui debaixo de toda essa meiguice gorda!
***
Sonhos, que tolice! Mas fazem pensar - sonhei com um anjo duas noites do feriado e, oh, hoje quando eu chego na faculdade ela é a primeira que encontro. E a primeira coisa que ELA me diz é: "sonhei com você dois dias seguidos".
Transmimento pouco de pensação, hein?
(olha quanto trocadilho bobo, que bom humor irritante!)
postado por: guilherme Quarta-feira, Novembro 16, 2005
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
Deixa-me sofrer, que eu mereço....
(Lupicínio)
Final de semana cheio (CHEIO) de sentimentos, nossa! Quase transbordo.
Fúria, Ciúmes, Amor, Ódio, Serenidade, Amizade, Rancor, Saudade, Ansiedade - todos assim, com maiúsculas -, dor, espirros, lombar, calor, frio, Preocupação, Intrusão (alguém aí entende o sentimento de intrusão? É mais ou menos assim: "Eu bato o portão sem fazer alarde / ... / [levo] uma saideira, muita saudade / e a leve impressão de que JÁ VOU TARDE"].
No Carnaval das galinhas, eu sou a baiana de 300 quilos sambando em ovos! De que mundo eu vim mesmo? Preciso fugir desse aqui logo, que eu não agüento...
E ainda me emprestam o CD da Adriana Calcanhoto, com recomendação especial para a música 4. A Trilha do finde prolongado em São Paulo.
Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele,
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o sou paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo
E depois rasgo
Tá bom. Odette Lara não agüentou, fugiu. Virou budista, inspirou Figueiredo e gritou "Me Esqueçam". A exemplo do presidente, foi mesmo esquecida.
Mas a vozinha dela me sussurrou no final de semana que
Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdao que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no homem que tabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Samba sem querer
Câmbio desligo. xshcxhcsczchccschccxchcsczhschchzcs (chiado)
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 15, 2005
Palpites pelo mundo:
Domingo
O que eu e um mordomo temos em comum? Abaixo, trecho da entrevista de um mordomo de uma personalidade famosa. Ganha um picolé de limão quem descobrir de quem é:
"Eles [os patrões] ficam mais com a gente do que com os filhos, é muito tempo! Então a agressividade deles com a gente é válida. E quem ama maltrata mesmo.
E ela(e) já te maltratou também?
Ah, claro. Quando não maltrata, eu sinto falta. Eu gosto, adoro bronca. XXXXXXXXX é duro(a), maltrata assim: olha firme, fica vermelha(o), bate na mesa, mostra os dentes, dá um grito. Fala assim "puuu...", mas não termina o palavrão."
...quem ama maltrata mesmo...
postado por: guilherme Domingo, Novembro 13, 2005
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Semana etílica - a ausência de posts indica que passei a maior parte dos dias com sono, me esforçando para lembrar o que tinha acontecido na noite anterior.
Mas ontem eu não bebi e olha só no que deu: comecei a pensar na vida.
Atualmente meu estágio me garante um padrão de vida muito agradável (como se vê, passo noites bebendo, flanando, jantando fora, bailando quatro ou cinco dias por semana), um certo consumismo (que eu chamo de investimento, porque afora a bebida e a comida tudo o que eu compro é de alguma forma cultural) e tranqüilidade em relação a horários.
Mas eu quero sair daqui no final do ano. Não me realizo trabalhando aqui, eu me divirto - são coisas bem diferentes.
E aí? Para onde vou? Ganhando quanto? Rádio é meu sonho, mas como é possível pagarem tão mal...
Ok, isso é apenas uma crise passageira. Eu sou um otimista incorrigível nesse ponto.
***
Viva Geraldo Nunes!
O meu repórter aéreo favorito (aquele cujo posto eu quero roubar) hoje virou o centro das atenções em São Paulo, no Brasi e no mundo!
O helicóptero em que ele fazia a prestação de serviços ao ouvinte da Eldorado sofreu uma pane e "pousou" (se esborrachou) na marginal do Pinheiros, escorregando para baixo da ponte Eusébio Mattoso.
Salvo engano, é a primeira vez que um helicóptero cai embaixo de uma ponte.
Ele, claro, não sofreu nada - homem com milhares de horas de vôo (voa desde 1990 nos céus de São Paulo fazendo a prestação de serviços) ao lado do experiente comandante Leonardo (onde estava o Volpiano???) saiu ileso e na segunda-feira deve voltar aos céus.
Escutem-no na Eldorado às 7h30 da manhã. Ele fala até as 8h30 e dá as melhores informações.
Viva viva! Uma discreta homenagem!
postado por: guilherme Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
Liguei para a Kraft alimentos agora há pouco para reclamar das Amanditas. Elas sempre vêm quebradas, moídas, com as casquinhas horrorosas, e ainda pagamos por elas os olhos da cara.
Imaginem o diálogo:
- As amanditas vêm esmigalhadas, feias... E hoje, especialmente, as casquinhas estão murchas.
- Veja, a perda da crocância, que é a principal característica do produto Amandita, é causada pelo transporte ou armazenamento inadequados; como ela é constituída por Waffle, qualquer alteração na temperatura ou na umidade acarreta na perda das características originais do produto.
- ...
Resumo da ópera: ganhei uma caixa de Amanditas que virá pelo Correio.
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Palpites pelo mundo:
Antes de qualquer novidade, informo que o programa "Gil Gomes" é transmitido de segunda a sexta-feira pela Tupi AM de São Paulo.
Sempre às 7h30 da manhã (para começar bem o dia) e à meia-noite (para dormir com os anjos).
A freqüência é 1150 khz. É uma aula de narração, de comunicação, de empatia com o público; uma aula de rádio, de oratória, de convencimento, de suspense. Afora o conteúdo, a forma deve ser apreciada ao menos uma vez.
Outro bom exemplo é o "Que Saudade de Você", do Eli Corrêa. Mas esse faz tempo que eu não escuto, era na Capital (1040 khz) na hora do almoço. E patrocinado pelos hidratantes Monange. Eli Corrêa faz um bom trabalho, mas Gil Gomes é o mestre.
E rádio é "O" veículo.
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Palpites pelo mundo:
Sábado
Não resisti e abri o computador agora (são 1h50 da manhã de sexta para sábado).
Acabei de chegar em casa a bordo do último ônibus de hoje da minha linha favorita - a 917h.
Na viagem, foi impossível ler: havia nas minhas costas um berreiro infernal de um grupo de 5 ou 6 jovens de seus 18 anos.
Mudei para um lugar mais à frente, mas não adiantou. Fechei o livro e liguei o rádio na Tupi AM, para ouvir o Gil Gomes. Aí percebi o ônibus alvoroçado, risadas que não vinham do grupo de jovens.
Ao fundo, as vozes deles gritando "dedos iguais". "Dedos iguais". E depois um berreiro dos infernos, uhus e quetais.
Foi então que eu vi, estupefato, pelo reflexo no vidro do ônibus, o motivo dos "dedos iguais": eles sorteavam quais pessoas se beijariam ali no ônibus. Primeiro vi duas garotas. Depois, duas garotas e um dos garotos (ao mesmo tempo). Então quatro ao mesmo tempo. Por fim, os dois rapazes.
No ônibus, em público, com berreiro.
Eu teria ficado chocado se fosse do começo do século, mas eu não sou. Do começo do século é a história que o Gil Gomes contou no rádio enquanto eu espiava os arruaceiros peo reflexo: Na cidade de São Paulo, num casarão da rua Campinas, uma empregada doméstica prepara o jantar para os seus patrões. Eles chegam em casa com fome e ela diz que fez um peru, e que está delicioso.
Mas eles não tinham perus naquela casa!
Acompanharam a mulher até a cozinha e, dentro do forno, viram a própria filha de menos de um ano, temperada, assando, com batatas e molho. "Está quase pronto", teria dito a empregada, que era, na verdade, uma fugitiva de um manicômio mineiro.
O começo do século é que é chocante....
postado por: guilherme Sábado, Novembro 05, 2005
Palpites pelo mundo:
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De Mel
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