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Quarta-feira
Abriu o embrulho com medo - não gostava de surpresas, tinha medo de ser sincero se não gostasse do presente e magoar o amigo.
- Ah, uma carteira!
Achou linda. Moderna, mas clássica, pequena, mas espaçosa. Era exatamente o que precisava, mas tinha um porém. Não combinava com as suas roupas.
Desesperado, correu ao shopping. Dados os preços extorsivos de jaquetas, calças, camisas, coletes e sapatos, foi ao outlet das lojas. Falava outlet já, loja-de-fábrica não caía bem com aquela carteira, linda.
Chegou no trabalho e foi ridicularizado. Estava bem-vestido demais para uma ong e tomou decisão arriscada: pediu demissão. Ora, se se agüenta esses comunistas baderneiros que não sabem se vestir...
Trocou de carro. O seu esportivo já não lhe pertencia, precisava de um sedan sério - quiçá um ômega. O dinheiro não deu, comprou um Monza 88 - álcool. Concurso público, trabalhava no Banco do Brasil até há pouco tempo. Cabelos bem aparados, barba cortada rente, camisa e gravata, sapados engraxados sempre com o mesmo engraxate, que pagava com as minguadas notas guardadas carinhosamente na carteira.
Foi num dia desses que aconteceu: quando ía pagar o engraxate, veio o lanceiro (que trombadinha é coisa de comunista) e tomou a carteira da sua mão. Correu atrás dele, mas, sem a carteira, se perdeu na cidade. Não sabia mais quem era, nem para onde ía.
***
"...São Paulo da garoa..."
postado por: guilherme Quarta-feira, Maio 25, 2005
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
Passado o turbilhão de sentimentos, veio o turbilhão de festas:
Churrasco com chefe, salgadinhos com amigos na noite de Moema, café tranqüilo (mas nem tanto) na Pompéia - e é em ocasiões como essas que se descobrem os mais íntimos segredos, inclusive os escondidos no post-fracasso aí de baixo -, feijoada na casa da chefe amada e, para arrematar, tango.
Foi no Café Piu Piu. Eu jurei que nunca mais ia voltar àquele lugar, depois de um show de rock com milhares de pessoas pulando, urrando, bebendo e, claro, brigando e atirando garrafas. O lugar nem parecia o mesmo: penumbra, vinho nas mesas, orquesta típica rasgando um Piazzola atrás do outro, daqueles de cortar os pulsos.
E aí dançamos. Por frescura, dançamos só no final do baile. Pedi bis, conclamando o bar inteiro a pedir também, para que eu dançasse mais um pouquinho. Não foi suficiente. A música acabou, as luzes se acenderam... e daí? Continuamos no bailado, incentivados em parte pelas duas garrafas de vinho engolidas na noite. Fecha o bar e não tem problema.
Na rua Treze de Maio, às 0h15 de hoje, portas da Palio Weekend abertas. No super toca-fitas-cd-oh-yes começa a rolar um Piazzola, cd porteño comprado por aquelas plagas. Na calçada, os dois casais rodávamos, felizes com a noite, emocionados com a música, nos sentindo os dançarinos.
Acaba a música e começam os aplausos: o povo do bar do final da rua estava de olho, admirando os mais novos tangueiros da noite paulistana.
postado por: guilherme Segunda-feira, Maio 23, 2005
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
"...Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda."
O dia amanheceu tímido, o céu acinzentado. A umidade ainda em névoa contornando cada ponto luminoso, passeando pelo topo das árvores. Eu estava indo dormir, e tanta gente acordada indo trabalhar. Dirigia.
O sol enorme. Impressão de Monet, vaidoso e envergonhado atrás das poucas nuvens, atrás da poluição, acima da névoa. Nem era um sol, era um enfeite, um adorno no céu. O carro todo molhado, os vidros opacos cobertos de pó de água.
Logo logo um avião ia cruzar esse céu e pousar só em outras terras, lejanas demais, caras demais.
Gioconda de Vicente Celestino às avessas, não se despedia de mim no porto. Era ela que partiria.
Parecia um sonho do qual se acorda. Um sonho bom, um sonho desses que angustia por não ser real - mas era real. Acho que foi real.
"Lábios que se abriram devagar quando nós nos amamos - tentamos nos amar - pela primeira vez: Se eu fosse você, eu me aproveitaria da situação, ela disse, nós estávamos sozinhos (...), eu beijei seus lábios, que mal conseguiram reprimir o desejo de sorrir com o beijo"
Tentamos nos amar... Mas o cliente chega ao restaurante e pede o antepasto. Se delicia na seqüência com a entrada, aflige-se com o prato principal - pesado demais para estômago tão sensível - e pula para a sobremesa, longa, plena, aveludada, talvez um pouco quente demais, mas com a suavidade ideal:
"Sua respiração, seu sono, eu ficava deitado do seu lado, sem dormir, tentando sondar sua quietude"
Foi assim, foi lindo, foi intenso. Isso não deveria se esquecer, mas eu acho que estou esquecendo. Gioconda, tão linda, tão fascinante e, rio pantaneiro, cheia de meandros difíceis ao timoneiro inexperiente.
"...Se o sonho acabou, não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você
(...)
Te sinto no ar, na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você"
Canta, Ângela. Canta com sua voz de veludo, me maltrata assim. No fundo eu gosto.
postado por: guilherme Sexta-feira, Maio 20, 2005
Palpites pelo mundo:
Quinta-feira
Hoje foi dia de protesto. Solitário, porém ruidoso.
Cheguei na USP de manhã e estava lá, impávida, colossal, sobre a calçada, ao lado do aprazível banco onde passei tantas manhãs: uma motocicleta.
Não há um cidadão que não ande de moto e goste de motocicletas. Acredito mesmo que essa dicotomia é que vai mover o mundo dentro em breve.
Olhei para a moto, ela reluziu em verde, displicente, arrogante, insolente. Não obedeceu ao meu olhar de reprovação, continuou ali parada. Eu precisava agir.
Virei o volante, numa guinada espetacular. Subi na calçada, avancei pelo gramado, cheguei ao passeio que liga os prédios da faculdade e, engatando marcha à ré, fiz uma balisa estratégica: ao mesmo tempo que inviabilizava o uso do banco, prendia a moto, prensada com toda a sua arrogante juventude brilhosa contra a parede do prédio.
Arranquei a folha de um caderno, já sob olhares incrédulos, e anotei: "Por que moto pode?". Entrei no departamento.
Não deu 15 minutos: a guarda universitária entrou lá para saber quem era o ousado proprietário da Palio Weekend. Me apresentei, acompanhei o oficial até a cena do crime e expus a minha revolta: não era possível aquela moto viver ali estacionada. Eu já havia reclamado, mas ninguém tomava providências. Que ele buscasse o proprietário imediatamente.
Foi o que ele fez. Tirei minha perua da calçada, ele seguiu procurando o propritário da moto, entrando em todos os prédios, repreendeu-o e depois ainda voltou para me dar satisfações.
Dá uma sensação de dever cumprido...
postado por: guilherme Quinta-feira, Maio 19, 2005
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
Puxa, como estou cansado...
cansado e feliz.
postado por: guilherme Quarta-feira, Maio 18, 2005
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
Já falei aqui umas três vezes de uma certa historinha do Chico Bento, mas vou falar de novo - sou incansável com repetições, sejam de histórias, sejam de posts.
Um dia o Chico Bento acorda e vê tudo cinza e gelado, sente tudo vazio. Nada está bom, as pessoas o cumprimentam e ele despreza. Alguma coisa não está mal.
Daí surge a Rosinha e diz que foi besteira ter brigado com ele, que queria fazer as pazes. Ele sorri e tudo, de repente, ganha novas cores.
É, meus caros, desde ontem tudo ganhou novas cores. Melhor dizendo, a caixa d'água, aquela que perdeu um pé e se desequilibrou, aquela caixa d'água conseguiu consertar aquele pé.
***
E a Palio Weekend? Depois de todo o sofrimento na Fiat Amazonas Sumaré (ainda pego o CNPJ para divulgar aqui também), a Palio ainda não anda na sua melhor forma. O vidro do passageiro parou de descer até o final (certamente alguma cagada que eles fizeram lá), os cabos da bateria, velhos, começaram a "roubar carga", a porta do motorista faz um barulhinho irritante e, por fim, para fechar com chave de ouro, tem alguma coisa errada com o freio-de-mão. Puxo até o teto e a frenagem ainda assim não satisfaz.
Hora de trocar? Não! Você troca sua avó quando ela dá problema? Você vende e compra uma mais moça? Não. Você leva ao médico, você investe.
Preciso fazer terapida de grupo:
- Senhor, convença-se de que o carro não faz parte da família.
- Mas o Marcos ali conversa com o Gol dele.
- Não é Gol, simplesmente! Meu carro tem nome!!!
postado por: guilherme Segunda-feira, Maio 16, 2005
Palpites pelo mundo:
Domingo
É, mamãe estava com a razão, para variar.
Com o relógio biológico não se brinca - e eu ando brincando demais com o meu.
Chega uma idade em que dormir das 6h às 13h30 não é a mesma coisa que dormir das 23h às 6h30. Preciso aprender que quando acordo às 13h o meu dia não rende nada - não porque não haja horas o bastante para executar tarefas, mas porque não há disposição para executar tarefas.
Preciso dormir.
postado por: guilherme Domingo, Maio 15, 2005
Palpites pelo mundo:
Sábado
Você consegue fingir por um tempo, fazer de conta, tapar o sol com a peneira, ignorar, dizer para si mesmo que não tem importância.
Consegue mesmo se divertir e se maravilhar, consegue ficar genuinamente feliz - e não há outra palavra para meu sentimento no meu aniversário que não felicidade genuína.
Mas está tudo lá, no seu inconsciente. E aí você sonha.
Eu sonhei. Acordei querendo que fosse verdade, que estivesse acontecendo - mas não. Aí começou o dia. Primeiro o almoço meio trapalhão, de repente na casa de uma amiga. Depois o trabalho, que sufocou, sufocou, sufocou. Tensão, habilidades colocadas em xeque, inaptidões escancaradas. Cobrança. Atraso.
Trânsito na volta. Em casa as coisas não iam bem e foi a gota d'água.
"Chorei, chorei, até ficar com dó de mim..."
Conversa meio sincera, abre-se o jogo um pouco. Olhos inchados.
Telefonema sem sentido, já passando das 10 da noite. Voz embargada.
Dorme-se e, adivinhem: SONHO.
postado por: guilherme Sábado, Maio 14, 2005
Palpites pelo mundo:
Quinta-feira
E ontem eu resolvi cuidar de mim. Numa atitude semi-metrossexual, marquei hora no barbeiro e fui fazer a barba.
Primeiro, uma máquina dois deixou a barba palatável. Depois alguns retoques de navalha deram o contorno e, por fim, um repique de tesoura fechou com chave de ouro.
Arranquei elogios já: um por acaso, meio cuspido: "nossa, bem melhor, hein?". Sincero, mas cuspido.
Outro derretido, com direito a mãozinha que apalpa o rosto e um sorriso de aprovação.
Os efeitos do marketing pessoal são visíveis: imaginem que pouco mais de 12 horas depois de fazer a barba eu já apresentava um telejornal! Ok, era laboratório, dentro da faculdade, ninguém viu ou verá... mas me deixa jogar confete em mim mesmo!
postado por: guilherme Quinta-feira, Maio 12, 2005
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
Nelson Rodrigues suspirava quando jovem e dizia:
"Sou um triste".
Adulto, tomou gosto pelo exagero. Tudo o que era exagerado, especialmente na música, o agradava.
Foi lendo a biografia dele que eu descobri a minha paixão pelo exagero na música. Ah, já vejo os críticos se levantando e apontando dedos contra esta tribuna: "O jazz tem lá algum exagero?". Pensei nisso. O jazz é contido, mas exagera na mensagem, na dramaticidade da letra.
Gosto de tango, do exagero de uma orquesta típica porteña, de um cantor que chora (Julio Sosa), de uma cantora que grita.
Gosto de Cauby Peixoto, que é o exagero personificado.
Gosto de algumas árias de óperas, de peças sacras daquelas que oprimem, dos corais de infinitas vozes.
E ontem à noite descobri que gosto de Fafá de Belém. Escutei o disco "Fafá meu Fado" e me apaixonei mais pela voz da Fafá que pelo fado em si. Comprei hoje o "Tanto Mar", em que ela canta Chico Buarque.
Aliás, canta Bastidores: um puta exagero gravado originalmente por ele, Cauby Peixoto.
postado por: guilherme Quarta-feira, Maio 11, 2005
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
Conversa ouvida de rabo de orelha, num café em São Paulo; tomei a liberdade de enfeitar algumas partes, mas a essência é real.
Ria de si mesma, mas seguia convicta: não gostava de homens sem carro. E começou a contar história:
Foi no dia do jogo do Corinthians. Vinha de não-sei-onde, levando o homem para a casa dele e pisando fundo, tanto mais fundo quanto mais cheia ficava a bexiga. Encostou uns 200 metros antes do prédio e disse que ia usar o banheiro da padaria.
Era uma mulher independente. Enquanto falava, os dedos de unhas aparadas bem curtas seguravam com firmeza um Marlboro, tragado com gosto. Pele morena, cabelos pretos bem lisos presos num rabo de cavalo. Em cada orelha uma porção de brincos, todos pequenos e bem arrumados. Bonita e forte.
É claro que o homem não deixou que ela usasse o banheiro da padaria - dizem por aí que homens têm medo de mulher bem resolvida. Chamou-a para o próprio apartamento.
Ela subiu, foi ao banheiro e depois sentou no sofá, olhando a televisão, esperando os pênaltis que o timão cobraria.
Toca o interfone.
Ele se levanta, atende, "ah, pode mandar subir", caminha até o sofá, pega com a ponta dos dedos o casaco e a bolsa dela, "é ela".
Seguindo o homem, nossa morena atravessa sala, copa, cozinha, área de serviço, quarto de empregada, banheirinho de empregada e entra na última porta do imenso apartamento: um quartinho de tranqueira. "Daqui a pouco eu volto".
E fica lá, humilhada, sozinha, no escuro. "Nem um cigarro eu posso fumar, porra" - e ria desse porra, entre um gole e outro de café. Um frio na bunda, as pernas formigando e ela lembra de desligar o celular: revira a bolsa inteira e não encontra. Tudo isso sem fazer um pio. Desiste do telefone, reza para ele não tocar e espera.
Foram só quarenta minutos, mas pareceram uma eternidade. Dali a pouco ela escuta a descarga "ele foi ao banheiro" e, ao mesmo tempo, passos em direção à área de serviço. "Burro, ele foi ao banheiro e ela aproveitou para vasculhar o apartamento". Os passos seguiram pela sala, copa, cozinha, área de serviço, quarto de empregada, banheiro da empregada e chegaram finalmente à porta do quartinho. Abriu. Era ele.
Ela no chão, aninhada, com frio, puta, humilhada. Ele senta no chão também, à sua frente e ela pergunta:
"O Corinthians perdeu, né?"
...
Segundos depois, ela apanha o elevador para ir embora. Silêncio. Vários andares e o silêncio. Pouco antes de parar, a última frase que os dois trocariam: "Da próxima vez, eu mijo na padaria".
postado por: guilherme Terça-feira, Maio 10, 2005
Palpites pelo mundo:
Domingo
Ah, a Boêmia!
Sexta foi dia de repetir o Meu Rico Português; depois, emendei uma festa com os antigos colegas da Rádio, que tentaram a proeza de, todos um pouco alcoolizados, formarem uma fila de 6 carros, um seguindo o outro, para atravessar a Vila Madalena; isso na madrugada de sábado. Desnecessário dizer que todos nos perdemos uns dos outros e eu acabei num café, a três.
Sábado foi mais light. Era para ter sido mais light. Almocei no West Plaza, tomei um mega sorvete de Yogurt, fiz novos amigos, insisti nas boas companhias já conhecidas (que em time em que se ganha não se mexe) e fui tomar cerveja no Asterix.
Dez e meia, todo mundo com sono menos eu. Deixei cada uma em casa e, no caminho para a minha, uma idéia: por que não tomar um cafezinho? Liguei para uma das companhias da noite anterior e me mandei para o Fran's.
Resultado: saí de lá já passava das 4h30 da manhã. De novo.
Adivinhem se eu estou com vontade de dormir hoje?
***
Aguardem: em breve, um post narrativo, como o ali de baixo que falava do marinheiro Fernando. Dessa vez baseado numa conversa ouvida de canto de orelha no café desse final de semana.
postado por: guilherme Domingo, Maio 08, 2005
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Meu Rico Português! Esse é o nome do novo "point", da "balada" definitiva.
Fica a um quarteirão da firma, serve cervejas geladinhas em garrafas por um preço justo E, além de tudo isso, ainda tem mesas na calçada e uma porção de calabresa que nutre 4 pessoas por 5 reais.
Pode ter lugar melhor para levar a amiga que aparece de surpresa? Para ir tomar uma cerveja com a chefe? Para convidar os pais do ilustre colega de serviço?
***
Fiat Amazonas - a prorrogação.
Terminado o segundo tempo, começa a prorrogação - a Weekend vai voltar para a Fiat Amazonas Sumaré. Já venci a batalha da bateria - ganhei uma Heliar nova, com estampa da Fiat (queria mesmo era a imagem do labrador, mas tudo bem). Agora está tudo certo - em breve vamos resolver a pendenga do porta-estepe, que foi mal consertado, e dos estribos, que não foram trocados APESAR DO PAGAMENTO do serviço, feito pela seguradora.
Nos pênaltis, mas estou vencendo!
postado por: guilherme Sexta-feira, Maio 06, 2005
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
É normal não querer acordar de manhã?
E não querer dormir, por se saber que, logo mais (será de manhã), você tem que acordar?
***
Na maternidade, no quarto onde minha prima estava logo depois de parir o filhote, um diálogo entre ela e uma amiga:
- Ai, me dói tudo... Essa barriga inchada é metade placenta, metade gases.
- Mas também! Do jeito que você está falando... Os médicos mandam não falar nada depois de parir, para diminuir os gases.
- Não é só quem pariu não. Qualquer um que fale demais tem muitos gases.
Oooops! Descoberta a raiz do meu problema!
postado por: guilherme Quarta-feira, Maio 04, 2005
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
Sei que todos viram, mas não posso deixar de mencionar aqui: ontem participei do Roda-Viva. É, eu sei que foi daquela platéia inútil que não fala nada, não tem microfone nem nome na plaquinha, mas foi muito bom.
Como todos assistiram ao programa, vamos aos bastidores:
Sabiam que, antes de entrar no estúdio, todos (entrevistado, entrevistadores, platéia, atendedoras de telefone e Markun) tomam um belo lanche? Croissants de queijo quentinhos, pães-de-queijo, café, leite, chás, sucos de laranja e abacaxi, tábua de queijos, tábua de frios, torradinhas, queijo branco enrolado em ervilha-torta e mais uma porção de outras coisinhas deliciosas forram o estômago de jornalistas esfomeados e da platéia babenta.
***
E, como não podia deixar de ser, depois do sapo, o príncipe: se ontem estive na TV Cultura, hoje foi dia de comparar com a Rede Globo.
Qual na quarta série, seguimos nós, 22 intrépidos estudantes, até a Berrini com a Água Espraiada (essa é para você, Emmer) para fuçar nos bastidores da mais rica empresa de comunicação do país. Se na TV Cultura o único responsável pelo som (um paraguaio com forte sotaque) fica testando os microfones com insistentes "un dós, un dós, un dós", na Globo uma mesa de som digital de um milhão de dólares é controlada por técnicos formados em cursos específicos. Câmeras robôs passeiam por trilhos pré-programados dentro da redação, outras passeiam sozinhas no estúdio. Jogos ousados de luz transformam o cenário de Ana Maria Braga em cenário de Globo Rural, de Globo Esporte. Bonito.
Mas, devem ser esses malditos genes comunistas, eu ainda tenho uma simpatia maior pela precariedade de câmeras remendadas com fita crepe e microfones parcialmente derretidos pelo incêndio de 1988 da TV Cultura. Gôsto (sic) de pobre.
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O mais importante da "excursão" de hoje foi sentir um pouquinho o que deve ter sido a minha turma no começo do curso. Só um lampejo, só nuns raros momentos. Mas foi bom.
postado por: guilherme Terça-feira, Maio 03, 2005
Palpites pelo mundo:
Domingo
Eita!
Ontem teve festa de casamento - regada a café com leite, chá e sucos de melancia, laranja e maracujá.
Ninguém bebia; quase ninguém fumava.
E o povo está preocupado com o Joseph Ratzinger!
postado por: guilherme Domingo, Maio 01, 2005
Palpites pelo mundo:
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De Mel
Mind the Gap
Em Preto e Branco
Torre de Papel
Poluição d'Idéias
suco
Tabacaria
La vie en rose
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