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Quarta-feira
A Ana Carolina é uma cantora muito chata, com voz enjoativa e músicas repetitivas. Mas há UM verso em UMA música dela que me agrada:
" ... eu quero ser uma tarde gris... "
Eu já chorei ouvindo Tarde Gris, o tango, na voz de Julio Sosa. Por acaso, o próprio Julio Sosa chorou durante a gravação que eu tenho em casa, única que ele fez na vida. Terminou de cantar acabado, chorando, e disse que não conseguiria nunca mais cantar aquela canção. Recomendo a todos o tango, para que se entenda o que é querer ser uma tarde gris.
postado por: guilherme Quarta-feira, Novembro 24, 2004
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
De sonho, a fuga ao Uruguai vai aos poucos se transformando em realidade.
Essa é Piriápolis. Não tem o charme decadente de Montevidéo, nem a classe de Punta Del Este, muito menos a graça de Colonia de Sacramento (que dá vista para Buenos Aires), mas é bonitinha.
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 23, 2004
Palpites pelo mundo:
Seis.
Seis bons motivos para voltar ao passado. Seis bons motivos para quebrar a cara de novo. Seis bons motivos para esquecer como foi ruim. Seis minutos pensando em como foi bom.
Seis.
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 23, 2004
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
"... faz parte do meu show..."
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 22, 2004
Palpites pelo mundo:
O final de semana voou e eu mal tive tempo de descansar.
Só deu tempo de fazer merda e magoar gente, como é o meu habitual.
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 22, 2004
Palpites pelo mundo:
Sábado
Do Arnaldo Jabor, em matéria publicada hoje, sábado, no Globo:
"As mulheres têm uma queda pelo canalha";
(eu sempre disse isso!)
"O macho brasileiro tem pavor de ser possuído por uma mulher. Não há entrega, basta-lhe o encaixe";
(Ah, então eu não sou um macho brasileiro! Cadê você, Nazaré Tedesco?)
"O perigo do amor é virar amizade; o perigo do sexo é que você pode se apaixonar".
(Ou vice-versa, nos dois casos)
Bom humor e descanso!
postado por: guilherme Sábado, Novembro 20, 2004
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Fugas
Montevidéo tem um certo charme. Passei por lá no meio do ano e vi uma cidade feia, fedorenta, decadente. Mas a história confere a ela um status maravilhoso: para lá fugiram João Goulart, Leonel Brizola e, agora, João Arcanjo Ribeiro, que será deportado para o Brasil. Dá uma vontadezinha de abandonar tudo e ir viver em Montevidéo, fugido, lendo as notícias do Brasil nos jornais argentinos que circulam por lá. Certamente encontraria os meus vilões favoritos: Nazareth Tedesco (a linda Renata Sorrah na novela das 8), Odeth Roitman, o filho e a nora do barão (na mesma novela das 8), a Malvina Cruela, que matava os dálmatas. Todos chiques (porque o vilão sempre é mais charmoso que o mocinho), lendo seus jornais em bancos de praças, com cachecóis e buzinas de navios atracados ao fundo.
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Se Montevidéo não der, vou então para Rio Branco, no Acre. Quero ler os jornais de lá e tomar um cafezinho da Amazônia.
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Se o objetivo não for fugir, então quero o deserto de sal da Bolívia, ou o Atacama, no Chile, ou então o sul desse país, com todos os seus lagos gelados.
postado por: guilherme Sexta-feira, Novembro 19, 2004
Palpites pelo mundo:
Terça-feira
Hoje acabou o meu reinado no Blogs of Note. Vamos ver quantos, além dos meus amados e queridos cinco leitores, vão continuar entrando aqui e aturando este senhor, já tão rabugento.
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Uma espécie de Workaholic. Não estou mais tento problema nenhum em ficar no trabalho por muito tempo além das horas do meu contrato. Faço outras coisas aqui, mas me sinto tão bem que não quero ir para casa imediatamente cumpridas as seis horas diárias.
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Vesti hoje, por engano, uma calça antiga que eu tenho, mais justa que de costume. Arranquei elogios, ainda que debochados.
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Há um cheiro estranho no ar... tiempos extraños se avecinan (referência a um adesivo num posto de gasolina argentino, explicando por que não vendiam fiado).
postado por: guilherme Terça-feira, Novembro 16, 2004
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
Viver como um rei...
Hoje, feriado da proclemação da república, me dei o direito a um almoço Real - desses com r maiúsculo. Fui até o consulado mineiro (que eu avisto da minha janela aqui) e comi um tutu especial, com couve, farofa de banana, lombo, torresminhos. Pedi ainda uma Original, bem gelada.
Paguei caro, mas paguei feliz. E agora tenho que voltar ao trabalho - ah, que sina! Um rei não voltaria nunca ao trabalho! Viva a república!
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 15, 2004
Palpites pelo mundo:
Domingo
É difícil mesmo agradar as mulheres.
Se eu fizer uma enquete e perguntar às mulheres o que mais as irrita, certamente a primeira resposta (de cunho não sexual) será o hábito dos homens de:
a) não levantarem a tampa do vaso e respingarem o acento com urina;
b) levantarem a tampa para evitar as gotinhas e não baixá-la a seguir;
c) deixarem seus pêlos íntimos espalhados pelo chão ao largo do vaso e sobre a tampa.
Como resolver todos esses problemas de uma só vez, e ainda manter o banheiro limpo e cheiroso por mais tempo? É só os homens urinarem sentados.
Seguindo essa lógica, é dessa maneira que uso os banheiros não públicos/sujos: sentado.
Mas acreditam que há quem ache isso uma besteira quase inaceitável? E, pior, mulheres!
postado por: guilherme Domingo, Novembro 14, 2004
Palpites pelo mundo:
Sábado
A história se repete. Descobri que a vida também é cheia de reprises.
E vocês vão ver que os posts também se repetem:
Li uma historinha do Chico Bento em que ele tinha brigado com a Rosinha. Por mais que tudo desse certo durante o transcorrer do dia, ele não conseguia sorrir, não via valor em nada. Num dado momento, as coisas começaram a perder a cor, ele se sentiu pequenininho, com frio, no escuro e na solidão completa. Depois fez as pazes com a Rosinha e tudo voltou à maravilha de sempre.
Foi assim hoje, à exceção do drama. O sonho se confirmou, e nós fizemos as pazes. Amigos somos e amigos seremos por muito tempo.
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Trabalhar no sábado é triste! Pelo menos tenho a Benedito Calixto para me distrair e comprar vinis. Hoje foi um da Elizeth Cardoso e um outro com o show de um comediante, José de Vasconcelos. Um dia, quem sabe, eu escuto.
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É gostoso conversar com as pessoas, por mais estranhas que elas sejam. Como se aprende nesse mundo, meu Deus! Fiquei meia hora falando com o vendedor de discos - que tem o mesmo gosto musical que eu mas não gosta de comparar cantoras - e ele sabe exatamente por que eu me arrepio ao falar em Elizeth, em Dalva, em Inezita, em Canaro, em Agostinho dos Santos, em Antônio Maria, em Nora Ney. Ele deve ter seus 70 anos. Acho que é isso, somos da mesma idade!
postado por: guilherme Sábado, Novembro 13, 2004
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Ah, e eu que reclamava de ter só os meus cinco leitores...
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Semana corrida. Fechamento de jornal laboratório, eleição para o Centro Acadêmico (vencemos), aulas de russo, de alemão, palestra, trabalho e trabalhos. E o feriado promete ser cheio - tenho relatórios e um seminário para a terça, além, claro, do plantão de final de semana.
E, apesar de todas as complicações no campo acadêmico/profissional, e da pequena complicação no campo pessoal, estou numa semana de ótimo humor - acho que foi a chuvarada de todos os dias que me levou os problemas e me presenteou com a sexta de sol, céu azul e frio moderado - quem me conhece sabe que esses são os meus dias favoritos.
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Não consigo escrever. Não consigo colocar nada aqui sabendo do bendito link no Blogs of Note. Travei.
postado por: guilherme Sexta-feira, Novembro 12, 2004
Palpites pelo mundo:
Segunda-feira
Ontem quis ser cachorro e gato:
Cachorro nos dias quentes. Deitado na grama ou em lajotas de ardósia, boca babenta no chão, uma pata encolhida embaixo do peito e a outra esticada ao largo da cabeça. Pura preguiça, olhos fechados, respiração tranqüila.
Gato nos dias de frio. Enroladinho em cima de um sofá, lambendo as patinhas para esfregar na orelha depois, os olhos fechando na preguiça peluda.
Tudo se resume à preguiça e às facilidades da vida animal.
***
E hoje eu tive uma epifania: saindo da faculdade para o trabalho, encontrei meu carro coberto de flores amarelas. Conforme andava, as flores iam caindo, seduzidas pelo vento cada vez mais forte. Coisa linda.
postado por: guilherme Segunda-feira, Novembro 08, 2004
Palpites pelo mundo:
Sábado
Essa noite sonhei:
1. Que estava com uma forma rara de tuberculose, a tuberculose viral (!);
2. Que me perdia nos corredores da Beneficência Portuguesa, que se parecia mais com um hotel de luxo;
3. Com o Joelmir Betting, que era amigo do meu avô (!) e estava internado depois de ganhar um Celta vermelho num concurso e
4. Que eu fazia as pazes. Na verdade, no sonho, nada jamais tinha acontecido e continuávamos nos dando muito bem um com o outro.
Sonhos não têm muito sentido, mesmo.
postado por: guilherme Sábado, Novembro 06, 2004
Palpites pelo mundo:
Sexta-feira
Ah, o feriado - e eis que, aos poucos, eu atualizo o blog de acordo com o andar dos dias.
Depois do domingo fabuloso com a Dona Cacilda - vide post aí de baixo - fui para casa ansiar a minha viagem para a praia. E ela deu certo - ou quase. Saí na segunda de manhã com a Juliana em direção à paradisíaca Praia Grande, no que eu chamo de litoral próximo, apesar do tempo estar horroroso. Pelo menos não estava chovendo.
Não estava. Foi só cruzar o pedágio de R$ 13,90 e pronto, o céu desabou, as nuvens desceram e limitaram a vista a alguns poucos metros adiante do carro. As gostas geladas picavam se deixássemos os vidros abertos.
E, apesar disso, o dia foi ótimo. Passamos um par de horas na sede (uma pequena kitchenet - com o toque kitsch que lhe é inerente), depois fomos para Santos procurar um restaurante e passear - de carro, claro - pela orla e pelo centro. Diversão com os prédios tortos, que afundaram no terreno arenoso da cidade e serra de novo. Subimos a São Paulo e tomamos café. No Suplicy. Café bom, mas desprovido de charme.
E o dia ainda não havia acabado. Cheguei em casa, tomei banho e zarpei para o interior - quem não tem praia, caça com... . Jundiaí por um dia, jantar, baladas jundiaienses bombantes, e nada de jogos - preferimos a conversa. Na terça, fez sol e calor - e eu só tinha calça, diabos. Procuramos um parque ou um clube, mas tudo era um pretexto para conversarmos um pouquinho mais.
Almoço. DVD dos Bee Gees e novamente estrada. Estrada velha de Campinas, uma rota alternativa à Anhangüera tão simpática quanto as vicinais uruguaias.
Terça à noite, cinema com os velhos amigos dos tempos de colégio, em que tudo era diversão - lembram-se como era não se preocupar com muita coisa além do vestibular? Filme, pipoca, sorvete, hambúrguer e cama, porque na quarta-feira, além do horário de verão que me deixa desregulado, ainda tinha o bendito rodízio.
postado por: guilherme Sexta-feira, Novembro 05, 2004
Palpites pelo mundo:
Quarta-feira
Dona Cacilda - que mulher. Foi votar na minha seção eleitoral no primeiro turno, mesmo não sendo mais obrigada - tem lá seus 70 anos. Na ocasião, disse-me que seu marido, o Sr. Calvino, não pôde ir porque estava com um problema nas pernas. O homem tem 94 anos e nunca deixou de votar.
No segundo turno, encontrei a Dona Cacilda no corredor do colégio onde trabalhei. Fui atrás dela para conversar. Ficou surpresíssima com a lembrança - perguntei do marido, da saúde do marido. Ela disse que ele estava bem melhor e me convidou para um café na casa deles.
Quem me conhece bem sabe o que eu fiz: saí da seção eleitoral e fui direto para lá.
Que homem fascinante! Contou-me histórias do tempo da aviação - ele foi da aeronáutica -, dos tempos da granja - ele foi o pioneiro na criação de frangos machos para corte -, da primeira loja de brinquedos da Lapa, também dele.
Prometi que voltaria. Voltarei. Mas não desacompanhado e não sem levar umna bela torta para comemorar uma das maravilhas que a eleição me trouxe.
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Uma das poucas maravilhas, dado o resultado do pleito em São Paulo.
postado por: guilherme Quarta-feira, Novembro 03, 2004
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