Sábado

Alguém aí já quis ir à praia?

"Ease your feet off in the sea
My darling it's the place to be
Take your shoes off curl your toes
And I will frame this moment in time"

(Belle & Sebastian)

postado por: guilherme Sábado, Outubro 30, 2004
Palpites pelo mundo:



Dei uma olhada aí nos posts de baixo e vi que esse blog está uma chatice sem tamanho - tanto é que nem comentários eu tenho suscitado!

Mas hoje isso vai mudar, por um motivo muito simples: recebi meu salário.

Claro que é impossível que me depositem o salário direto na conta do Bradesco - recebo um cheque salário, que eu mesmo precisei depositar. Saí do prédio, fui caminhando até a agência, que já estava fechada, e resolvi arriscar a sorte no Caixa Eletrônico - sempre tive muito medo que aquela máquina engolisse meu dinheiro para sempre, que apagasse meu cartão, qualquer coisa catástrófica dessas.

Cheguei no caixa, apertei os botões corretamente; a máquina me cuspiu um envelope em branco, eu coloquei o cheque lá dentro, a máquina engoliu o envelope com o cheque e eu vim embora com o comprovante na mão. Já em casa meu pai me pergunta se eu escrevi atrás da folha de cheque o número da minha conta. Claro que não! Como eu ia saber?

E agora está lá, perdido dentro de um caixa eletrônico todo o meu salário. Espero que eles dêem um jeito, confiram a listagem dos depósitos feitos, tenham a boa vintade de olhar o meu nome lá no cheque (é um cheque nominal a mim, super chique). Por enquanto, como é final de semana, só posso aguardar. E rezar.

E aprender a fazer depósitos somente com o caixa de verdade, para quem vou dar "Bom dia".

postado por: guilherme Sexta-feira, Outubro 29, 2004
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

Uma vez meu avô fez uma cirurgia no coração. Saiu do centro cirúrgico e não acordou da anestesia. Fizeram exames e descobriram uma hemorragia no peito, que foi corrigida com nova cirurgia - acordou 72 horas depois de entrar na UTI pré-cirúrgica. E contou o sonho que teve:

"Eu me via de cima, deitado no caixão e só conseguia dizer para mim mesmo: 'É, Alexandre, agora você foi. E não se despediu de ninguém...'"

Ele nem foi daquela vez, nem quando colocou o marca-passo, nem agora em julho, quando o Portugal do coração perdeu a final da Eurocopa e ele sofreu novo enfarte.

Mas hoje algumas pessoas muito queridas foram embora e não se despediram de mim - e eu, dramático como ninguém, já fiz a minha tempestade particular dentro do copo de água.

postado por: guilherme Quarta-feira, Outubro 27, 2004
Palpites pelo mundo:



Quarta-feira

Dormi pouco. Perspectiva de cerveja quase perdida. 9 horas de trabalho seguidas. Jornal laboratório que não sai da cabeça.

É bom. Paro de pensar em questões pessoais.

postado por: guilherme Quarta-feira, Outubro 27, 2004
Palpites pelo mundo:



Terça-feira

Um querido meu vai para a Itália. Conseguiu uma bolsa de estudos.

Não sei se choro de alegria por ele ou de tristeza por mim. Melhor não chorar por nada.

postado por: guilherme Terça-feira, Outubro 26, 2004
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

A falta de tempo é grande, mas também devo admitir que a ausência dos belos comentários dos meus 5 leitores também me angustia. Mas eu perdôo, que eu adoro perdoar.

Faz parte das minhas auto-torturas.

A semana inteirinha passou - de segunda a segunda - e não acho que qualquer coisa valha gastar pena e tinta para escrever aqui, na minha enfadonha tribuna pessoal. Mas vale o registro: recuperei minha paciência com as pessoas, vesti de novo o sorriso no rosto, "hoje sou feliz e canto".

No final de semana, maravilha: misturar amigos. Oportunidades que só a Mostra nos dá.

postado por: guilherme Segunda-feira, Outubro 25, 2004
Palpites pelo mundo:



A sexta-feira foi intensa. Primeiro, expressionismo alemão na tela grande: O Inferno Branco de Piz Palü, de 1929. Mudo, claro, mas acompanhada pela orquestra da Rádio Cultura, que fez a trilha sonora ininterrupta das duas horas e dez de filme. Não preciso dizer que eu quase chorei.

Depois, balada! Estava mesmo a fim de dançar um pouquinho e com a vaga esperança de, quem sabe, desencalhar naquela noite. Não, não foi daquela vez: na sexta foi só espantar os demônios dançando como louco.

Sábado e domingo de festas.

Segunda com um toque das minhas tradicionais auto-torturas: fui até a Rádio Bandeirantes, onde, todos sabem, estagiei por seis meses. E não é que dá saudade, depois de todo o estresse? Uma emoção louca de de novo andar pelos corredores do rádio, coração apertado por rever algumas pessoinhas tão queridas e para quem foi impossível transmitir o tamanho do meu carinho. Quem sabe outro dia?

Fica o saldo amargo da segunda, com a constatação da perda de paciência com muita, muita coisa. E muita, muita gente.

postado por: guilherme Segunda-feira, Outubro 18, 2004
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Sexta-feira

Já me disseram uma vez: "Você é a estabilidade de que ela precisa".

E agora, cadê a minha estabilidade?

postado por: guilherme Sexta-feira, Outubro 15, 2004
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Quinta-feira

Desde o dia 8 não escrevo, e garanto que é por um bom motivo: viajei no feriado.

Saí no sábado de manhã. Castelo Branco, sol, pedágio, pedágio, Mal. Rondon, pedágio, pedágio, pedágio. Pausa em Marília para deixar a Dona Dirce, avó da Paulinha e companhia insólita de estrada. Estrada de novo, noite, terra; chegada. Sorrisos, carinho, cerveja, cerveja, comida, rede. Sono. Cedacordar, ordenha, carinho no bezerro, piscina, comida, cerveja, rede, chuva, jogos, papos. Sono de novo, preguiça matinal, pescaria.

E aí a pausa na enumeração desesperada para um retrato:
Eu com uma bermudinha e camiseta, sentado num bote amarelo no meio de um lago com uma lata de cerveja aos pés e uma vara de pescar nas mãos, protegido do sol não por cremes protetores, mas por um chapéu de palha.

Almoço, preguiça, pesca, besouros, besouros, besouros, João Kléber. Ai, a primavera! E chega o último dia, com aquele clima emprestado às tardes de domingo. As jabuticabas já não estavam tão boas, nem a caipirinha empolgava tanto. Almoço e estrada, depois da despedida carinhosa e dos agradecimentos mais que justos pela acolhida.

E aí tudo de novo:estrada, estrada, noite, escuro, chuva, pedágio. Sono. Saudade.

postado por: guilherme Quinta-feira, Outubro 14, 2004
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Sexta-feira

Não vou a cartomantes, mas que a coisa dá medo, dá.

Nos anos oitenta, disse ao moço: vai morrer com 30. Faltavam cerca de 20 dias para o aniversário de 31 anos, um acidente; o coma e a morte, com 31 anos completos havia uma semana.

Mas pensava que essas videntes tivessem algum código de ética... Imaginem que a esposa do colega de trabalho do meu pai foi à cartomante saber da vida dela, e ficou sabendo também da minha! Disse a cartomante: "eu vejo uma criancinha perto dele (de mim)..."

Era o que me faltava! Um filho! Pelo andar da carruagem, só se for do Espírito Santo!

postado por: guilherme Sexta-feira, Outubro 08, 2004
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

No sábado, almoço delicioso com tia adotiva. Depois, um pingo de tristeza - a mesma constatação pela milésima vez: não sou a prioridade. Depois, mais tarde, a sensação clara de que o mundo foi e eu fiquei. Com meus pobres olhos não enxergo mais os tempos atuais, com minhas velhas idéias não entendo o hoje. Ânsia de vômito.

No domingo, trabalho na Festa da Democracia. Novos colegas divertidíssimos na "mesa receptora de votos". Peça do passado ressurgida só para me lembrar o quanto eu gostaria que ela fosse peça do presente - e, de qualquer forma, ela é; mesmo que dentro de mim.

Mais à noite, outra brincadeira com o ontem, dessa vez de maneira mais leve. Relembro velhas histórias, conto e ouço as novas. Reaproximação, mesmo que não para sempre, mesmo que não tão intensa. Sorrio.

postado por: guilherme Segunda-feira, Outubro 04, 2004
Palpites pelo mundo:



Sexta-feira

*mari postando*

meu blog está em recesso por motivos de força menor e o gui me convidou para escrever no dele e transformar esse blog num portal.
não foi isso, gui?
aqui estou.

não vou citar inezita, falar de trânsito ou de saudade dos amigos. nem da força do estado, das frustrações nem nada.
vou contar mesmo nossa aventura no bandejão - e nossa descoberta. e vou contar só com minúsculas.

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na terça-feira nós decidimos almoçar bastante cedo - o gui, porque queria entrar antes no trabalho, para sair de lá também antes, e eu, porque começo a trabalhar necessariamente ao meio-dia e, se comesse alguma besteirinha às dez e pouco, não conseguiria almoçar.
a sugestão foi, claro, o bandejão. eu achava que só abria às onze e pouco, mas o gui disse que às 10h45 já tem comida por R$1,90. fomos o caminho todo rindo da não-fila que encontraríamos... e pegamos fila para comprar o ticket.

fila de uma pessoa, mas fila.

chegamos então na frente do restaurante e ó!! tinha um aglomerado de homens (eram todos homens) na grade, esperando a tia abrir.não conseguimos segurar a risada. para não pagar esse mico de aguardar ansiosamente comida antes das onze da manhã, sentamos nos banquinhos que ficam lá perto e, enquanto ele fumava (...), eu abanava a fumaça.

de repente, não mais que de repente, o estouro da boiada. a tia abriu a grade e o aglomerado de homens - famintos, descobrimos - saiu correndo em direção à catraca.
foi assustador. e hilário.
depois esperamos uns bons cinco minutos pra pegar a comida - por ser cedo, o responsável pela logística da comida do bandejão ordena que só funcione uma equipe de distribuição. e a fila demora. depois pudemos escolher a mesa em que sentaríamos. praticamente um restaurante a la carte.

uma pena que nós, pobres moradores da periferia (pirituba e jundiaí) não possuímos celular com câmera digital. era o momento decisivo.

*/mari postando*

postado por: guilherme Sexta-feira, Outubro 01, 2004
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