Sábado

Estão vendo só? Os momentos de crise nos levam a dizer cada bobagem... Fazer tempestade em copo d'água mesmo!

Uma vez eu li uma historinha do Chico Bento em que ele via tudo cinza, escuro, sentia frio e medo. Na verdade ele só estava brigado com a Rosinha. A coisa é mais ou menos assim comigo - com a diferença de que não há Rosinha nenhuma na minha vida.

Desde ontem, um dia depois do post infeliz aí de baixo, eu já estava bem. Não sei explicar o que eu tinha, e não sei dizer também por que passou - e agora nem me interessa mais.

Deve ser coisa do meu Roacutan, esse maldito remédio que mexe com os nervos da gente.

Paulinha: Se você soubesse como foi importante dançarmos Balada Triste na quarta à noite, sozinhos naquela saleta amarela do jornalismo... Desculpe se magoei você no post de baixo, não era minha intenção! Te quero muito, e recebo a sua reaproximação com um sorriso de orelha a orelha e um prazer de encher o coração!
Mariana: O mesmo vale para você: peço desculpas e agradeço muito o seu convite para jantar na segunda... foi maravilhoso!
Gabi: Eu sou um calhorda mesmo, não valho o que como. Para você o beijo e o abraço gostosos serão pessoalmente - nada de telefones, que eu a cada dia odeio mais esse aparelhinho!

Eu estou de volta! Chega de crise! E tristeza tem fim, sim!

postado por: guilherme Sábado, Agosto 28, 2004
Palpites pelo mundo:



Quinta-feira

"A tristeza é senhora..."

Por que as coisas dão errado, hein? A minha viagenzinha para a fazenda Intervales provavelmente não vai se concretizar (tragédias financeiras atingiram minha companheira de viagem), o tempo está nublado e frio, meu carro está imundo e com o limpador traseiro quebrado, meus amigos preferidos estão se distanciando física ou afetivamente. Queria emagrecer e não consigo, queria ter um suuper estágio e não consigo, a preocupação com o dinheiro me tira o sono e a alegria.

Como eu sempre digo, isso passa, isso passa.

postado por: guilherme Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Palpites pelo mundo:



Domingo

A vida de vez em quando nos prega peças engraçadinhas. Só hoje, ouvindo o meu querido Tito Madi, é que fui perceber que Klecius Caldas registrou há uns 50 anos uma sensação que eu experimentei, um pouco alterada, uns dias atrás. Dêem só uma olhada na letra dessa música:

Aqui, neste mesmo lugar
Neste mesmo lugar de nós dois,
Jamais poderia pensar
Que voltasse sozinho depois!
O mesmo garçon se aproxima ....
Parece que nada mudou.
Porém, qualquer coisa não rima
Com o tempo feliz que passou!
[...]

Cortei o final porque eu mesmo não gosto de ler blogs que têm muitas músicas - mas eu acho que passo por um momento em que as músicas são mais importantes para mim que qualquer outra coisa. Como estou emotivo!

***
Nessa semana eu dei a minha primeira aula no Projeto Redigir, junto com a Paulinha (dona do Torre de Papel com link aí do lado). Fiquei encarregado de corrigir metade das redações da sala, ou seja, 9. Duas delas são especiais demais para mim.

O tema da redação era um perfil pessoal, mas pedimos para os alunos incrementarem com uma imagem poética, alguma coisa. Essa aqui quase se esqueceu do perfil, mas encaixou-o no último parágrafo: "Tenho que me apresentar, né? Meu nome é ..., mais conhecida como ..., tenho 19 anos. Gosto de ser livre."

E a caligrafia dessa garota, ah... Linda. Lembra a da personagem oculta na parte de cima do post.

postado por: guilherme Domingo, Agosto 22, 2004
Palpites pelo mundo:



Sábado

Não estou muito bem hoje - sozinho em casa, pensando demais e agora ouvindo uma música forte demais:

Poeira e Solidão ¿ Sueli Costa

Só poeira e solidão
Abraço o violão
Procuro uma canção
Na boca uma palavra
E nada mais nas mãos

Só desilusão, poeira
O coração receia
A ilusão primeira
Difícil esse momento
Que triste é o nosso tempo
Poeira em minhas mãos

Lenta, sofrida, sentida - um retrato dos anos 70 na música brasileira.



A Sueli Costa é essa aí do meio, entre o João Bosco e o Aldir Blanc.

postado por: guilherme Sábado, Agosto 21, 2004
Palpites pelo mundo:



Acho que eu precisava mesmo era de um objetivozinho na vida: agora, com a chegada do 7 de setembro, já me envolvi com uma viagem ao interior próximo de São Paulo para explorar umas grutas, trilhas e cachoeiras.

Quem sabe isso ajuda a esquecer a partida de pessoas tão queridas para lugares tão distantes - e por tanto tempo! Será que é só a minha vida que vai ficar um pouquinho desequilibrada? Poxa, são parte do nosso cotidiano.

Que passe logo! E que eu arrume um estágio para acabar com meu tempo livre e sentir o ano "voar", como se diz nas mesas de dominó mundo afora.

postado por: guilherme Sábado, Agosto 21, 2004
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

Essa história de ser só sentimento está me irritando!

Agora eu perdi de vez o controle sobre o que eu sinto. É uma ciumeira danada - que eu não quero demonstrar nunca, por Deus! Quero parecer sempre pleno, mas às vezes é difícil.

E que mania boba de confundir ciúmes com paixonite... Como sempre, vou fazer como faço com a gripe: esperar passar.

postado por: guilherme Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Palpites pelo mundo:



Domingo

Uau, que semaninha! Sem tempo para nada.

Algumas das realizações foram fazer os meus trabalhos, tirar as minhas fotos de feira, pegar os livros para fazer mais um trabalho, pensar em fazer intercâmbio no ano que vem, passar o final de semana fazendo trabalho e... ver minha prima se casar ontem à noite!

Que coisa impressionante. Pela primeira vez eu chorei em um casamento! Bem que meus amigos têm me dito que eu ando muito sentimental... Deve ter alguma relação com o post aí embaixo!

Agora é só prender a respiração que a semana que vem promete - e quem sabe eu não arrumo um estágio qualquer, hein? Estou precisando de um dinheirinho!

postado por: guilherme Domingo, Agosto 15, 2004
Palpites pelo mundo:



Sábado

Ontem fui assistir ao belo "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças".

Três sentimentos durante o filme foram bem marcantes:
a vontade de chorar em algumas cenas com praia, música intimista, areia, neve e um casal que já não existe mais;
o desejo louco de reviver alguns momentos do meu curto passado - e lembrar não é viver: são duas coisas diferentes;
o arrependimento por um dia ter dito que queria ser uma máquina, perfeita e infalível.

Ontem, pela primeira vez, eu quis ser só sentimento.

postado por: guilherme Sábado, Agosto 07, 2004
Palpites pelo mundo:



Quarta-feira

Logo que cheguei de viagem, minha mãe fez a pergunta inquisidora: qual foi a coisa que mais te emocionou?

Na hora não soube dizer. Pensei que tivessem sido os Andes, mas agora vejo que não. Foi atravessar o Rio Paraná, desde Rosário até Vitória, indo da província de Santa Fé até a província de Entre Ríos. Na parte mais profunda do rio, mais perto de Rosário, há uma grande ponte - essa aí de baixo.



Depois dela, há um grande complexo de pequenas pontes: por estar numa planície, o rio se esparrama e ocupa muitos quilômetros em sua largura.

Quando cheguei ao Brasil fui ouvir atentamente um dos 4 cds da Mercedes Sosa que eu comprei. Qual não foi minha surpresa ao prestar atenção à letra:

Bramando se viene el agua
del Paraná
creciendo noche y día
sin parar.

Ranchada, barranca, tronco
se llevará
con viento y aguacero
el Paraná.

Mi rancho hasta la cumbrera
ya se anegó
ni el ceibo ni el aromo
tienen flor.

Estaba triste la tarde
cuando me fuí;
cantó su dulce queja
el yerutí.

Por el río navegando
la canoa va cargada
redes, palos, aparejos
los salvé de la ranchada.
Por el río volveré
a Santa Fe.

El agua vino bramando
pobre quedé
ni rancho ni cobija
he de tener.

No me han de sacar del pago
donde nací
peleando a la corriente
he de vivir.

El cielo ya está limpiando
vuela el chajá
calandrias y crestudos
cantan ya.

Así ha de llegar día
en que volveré
a levantar mi rancho
en Santa Fe.
(Los Inundados, de Isaac Aizemberg)

Felizmente não precisamos passar de uma província a outra por el rio navegando com un coche cargado.

postado por: guilherme Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Palpites pelo mundo:



Terça-feira

Ontem coloquei mais esse post lugar-comum sobre gatos e cachorros por um motivo um tanto estranho: imaginem vocês que eu ganhei de um garoto que fez uma matéria comigo na faculdade, mas cujo nome eu sequer sabia, um gatinho daqueles japoneses. Está pendurado na alavanca da seta do meu carro, e eu espero que me traga sorte.

O gesto do garoto me trouxe lisonja.

postado por: guilherme Terça-feira, Agosto 03, 2004
Palpites pelo mundo:



Segunda-feira

Como todos já sabem, eu tenho uma gatinha. Voltei de viagem e ela está linda, mais crescida, fofíssima e com um pelo rajado de cinza e amarelo que é uma graça. Nunca tinha tido um gato antes, e pouco sabia do seu comportamento. Estou descobrindo que, ao contrário do cachorro, ela é independente, não dá satisfações do que faz, nos olha com lindos olhos amarelos, ou verdes, ou cinzas, que parecem duvidar das nossas intenções. Parecem mais inteligentes, manipuladores. Sabem quando nos têm nas mãos, e sabem o que fazer conosco. Testam nossos limites e abusam deles.

Meu cachorro não! Ele está sempre de bom humor, me olha com subserviência e me sorri com o rabo a cada carinho. Mal me conhece, e não faz questão de explorar meus limites.

Só agora descobri que tenho alguns amigos cachorros... e outros amigos que são verdadeiros GATOS.

postado por: guilherme Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Palpites pelo mundo:





Autopsicografia
Chebel
FocoFocas
fragmentário
Minhas Letras
Observatório da Palavra
Only a Girl
Torre de Papel




Atual
Arquivo