Segunda-feira

Às vezes eu me esqueço como é gostoso passar uma tarde vagabundeando: fiquei hoje na ECA a tarde todinha enfiado dentro da sala do CA, comendo paçoca, tomando cerveja e conversando. Impressionante como as conversas engrandecem as pessoas.

Viva a greve na USP!

Por falar nisso, estou começando a ficar com medo... Tenho pelo menos quatro trabalhos para fazer, mas nenenhuma biblioteca e nenhum ânimo. Tudo bem, quem saba amanhã... ou depois.

postado por: guilherme Segunda-feira, Junho 28, 2004
Palpites pelo mundo:



Na última sexta-feira eu joguei uma partida de WAR. Perdi vergonhosamente (pobre de mim, cheguei a ficar com 3 territórios logo nas primeiras rodadas).

Depois, foi a vez do Buraco. Adoro jogar baralho, especialmente Tranca, mas, como sou voto vencido, aceitei o bendito Buraco.

Na primeira partida, vitória esmagadora. Na segunda, uma pequenina derrota. Na terceira, eu como a maior bola da minha vida e entrego o jogo para a dupla adversária. Derrota mais que humilhante.

Sinceramente, eu não agüento mais perder tudo o que eu jogo.

postado por: guilherme Segunda-feira, Junho 28, 2004
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Sexta-feira

"É tão bom dormir ao lado da pessoa que você ama!"

postado por: guilherme Sexta-feira, Junho 25, 2004
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Quarta-feira

Ontem, ouvindo o rádio de manhã, ouvi a notícia do dia - que me deixou estarrecido:

"Morre o ex-governador do Rio, Leonel Brizola"

Algumas pessoas são mais que imortais, são imorríveis. Brizola era um imorrível, como Fidel é, e a Dercy Gonçalves, a Hebe, o ACM. Alguém consegue entender o que eu quero dizer com imorrível? E essa notícia vem uma semana e pouco depois da morte de Ray Charles. Porra! O Ray Charles!

Mas a morte do Brizola me lembra de uma historinha: enquanto eu estava no cursinho, um professor de história (Ricardo Manaro), ao falar da renúncia de Jânio Quadros ("renúncia bêbada de Jânio", como muito bem disse ontem o Arnaldo Jabor) ele glorificava Brizola e sua Frente de Legalidade. Acrescentava, depois, que Brizola tinha perdido a chance de virar um herói da resistência democrática ao continuar vivendo e apurrinhando o cenário político. Se tivesse morrido em 1963, haveria um culto à sua imagem.

Só que ele perdeu a hora e, nas palavras do meu professor, foi se tornando cada vez mais uma "caricatura de si mesmo".

Os meus colegas de sala olharam para mim ao mesmo tempo e riram: todos concordavam que, tal e qual Brizola, eu era uma caricatura de mim mesmo. A princípio me irritei, mas depois concordei e aceitei o título, com orgulho.

postado por: guilherme Quarta-feira, Junho 23, 2004
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Sábado

"Aos pés da santa cruz você se ajoelhou..."



Crise! Tenho uma porção de trabalhos para fazer, e não consigo fazer nada; tenho um monte de livros para ler e não consigo ler nada; tenho toda uma mobilização de greve na Universidade, e não consigo mais participar.

Tenho uma vida inteira para viver, mas... e ânimo?

postado por: guilherme Sábado, Junho 19, 2004
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Sexta-feira

Como a ordem alfabética nos leva a descobertas interessantes: hoje, fuçando nos meus discos da Inezita Barroso, encontrei um vinil da Janis Joplin, que estava logo depois.

Parece coisa besta, mas eu me sinto mergulhado na atmosfera de "Piece of my Heart".

postado por: guilherme Sexta-feira, Junho 18, 2004
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Quinta-feira

Ontem comprei um LP muito bom - "O Fino da Fossa". Tristes composições de Vinícius, Chico, Antônio Maria e Lupicínio, entre outros, em vozes tristes como Nora Ney, Tito Madi, Maysa e Agostinho dos Santos.

Não estava muito bem ontem mesmo, e queria um disco triste - mesmo porque, admitam, as melhores músicas são as mais tristes.

Mas, quando caiu a noite, fui até o Sesc Pompéia em boa companhia para ver um show completamente desconhecido: Grupo Sembatuta. Imaginem 11 pessoas tocando violão, cavaquinho, violoncelo, viola, violino, flauta transversal, sax alto, sax soprano, violão elétrico, baixo e bateria, fazendo um estilo que eu chamo de funk (cada um interprete como quiser). Tocaram Piazzola, Ary Barroso, Luiz Gonzaga - uma miscelânea muito agradável aos ouvidos.

Acabei voltando para casa feliz, e o disco perdeu um pouco a sua força.

postado por: guilherme Quinta-feira, Junho 17, 2004
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Terça-feira

Tenho um relacionamento difícil com a minha nova gatinha - aquele belo animal misto de persa com vira-lata, que cada dia mais se parece com uma legítima vira-latas. Ainda não me acostumei à idéia de que ela é diferente do meu cachorro. Ao contrário do Otto, a gatinha nem sempre está disposta a brincar, a dormir no colo, a ficar quietinha. É praticamente impossível fazer com que ela goste de mim.

Meu cachorro, ah, ele é diferente. Basta um afago, um carinho verdadeiro e ele se desmancha inteiro. Morre de amores e parece que olha nos olhos com ternura, um carinho gratuito.

A gatinha não! Às vezes pega o barbante que estamos segurando e nos sentimos parte de sua vidinha simples; outras vezes ignora o barbante como se fosse a coisa mais tola da face da Terra, e olha como que nos chamando de idiota. Como conquistar um bicho desses?

Eu não sei.

E o que mais me preocupa é que cada vez mais percebo que as pessoas se parecem mais com gatos que com cachorros. Que eu aprenda logo a lição.

postado por: guilherme Terça-feira, Junho 15, 2004
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Sexta-feira

Será que não conseguir escrever nada no blog em meio a um turbilhão de acontecimentos é algo grave?

postado por: guilherme Sexta-feira, Junho 04, 2004
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